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Lume Brando

15
Jan20

Bolo de lim√£o merengado [porque hoje quem manda sou eu ūüėĀ]

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O ano passado foi assim.

Este ano, voltei a dar ao meu anivers√°rio o sabor do lim√£o. Afinal, √© o meu ingrediente favorito para bolos e sobremesas. E hoje, quem manda sou eu ūü§©

 

A-D-O-R-O esta forma de bolo [modelo 'Charlotte' da Nordic Ware], que me veio parar √†s m√£os atrav√©s da loja lecuine.com¬†No instagram j√° tinha partilhado uma foto de um bolo de laranja, cenoura e chocolate em que a tinha usado e, depois da vers√£o que vos trago hoje, continuo com imensas ideias para outras combina√ß√Ķes vistosas nesta forma incr√≠vel.

 

Para a massa, adaptei [ou melhor, simplifiquei ainda mais] a receita de bolo de lim√£o merengado do livro "Um bolo por semana" de Rita Nascimento, aka La Dolce Rita. Depois, reguei-o com uma calda¬† de lim√£o e a√ß√ļcar, enchi a cavidade da forma com lemon curd*, fazendo com que escorresse pelas laterais, e por fim decorei com uma camada generosa de merengue sui√ßo* que queimei com o ma√ßarico.

 

Pode parecer complicado, mas não é! Se forem fãs de limão, como eu, guardem esta receita e ponham-na em prática assim que conseguirem: prometo que não se irão arrepender.

 

*Também encontram estas receitas no meu livro "Estava tudo ótimo!".

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O MEU BOLO DE LIMÃO MERENGADO

 

Para o bolo:

200 g de a√ß√ļcar

Raspas de 1 lim√£o grande

4 ovos

1 iogurte natural

120 ml de azeite extravirgem

180 g de farinha sem fermento

1 colher de chá de fermento em pó

 

Para a calda:

Sumo de 1 lim√£o + a mesma quantidade de √°gua

4 colheres de sopa de a√ß√ļcar¬†

 

Para o lemon curd:

2 ovos L
100 ml de sumo de lim√£o
140 g de a√ß√ļcar
50 g de manteiga à temperatura ambiente
1 colher de sopa de raspa de lim√£o

 

Para o merengue suiço

2 claras de ovos L

90 g de a√ß√ļcar

 

Comece por fazer o lemon curd (pode faz√™-lo com alguns v√°rios dias de anteced√™ncia e mant√™-lo guardado bem fechado no frigor√≠fico): num tachinho de fundo espesso, misture bem os ovos com o a√ß√ļcar e o sumo de lim√£o. Leve ao lume m√©dio, mexendo sempre com um batedor de varas, para n√£o ganhar grumos, at√© engrossar, o que deve demorar menos de 10 minutos (deve ficar um creme n√£o demasiado espesso, uniforme e brilhante, que ir√° ficar mais consistente depois de arrefecido). Retire do lume e incorpore a manteiga e a raspa de lim√£o. Espere um ou dois minutos e mexa com um batedor e varas, at√© a manteiga estar bem derretida e bem distribu√≠da pelo creme. Verta para frascos limpos, deixe arrefecer, tape e guarde no frigor√≠fico at√© usar. Conserva-se bem tapado no frigor√≠fico cerca de 15 dias.

 

Para o bolo, comece por ligar o forno nos 180¬ļC.

Unte muito bem a forma (idealmente, deve usar-se a forma 'Charlotte' da Nordic Ware, no entanto, pode usar-se uma forma redonda normal, com 20 cm de di√Ęmetro e, depois de cozido e arrefecido, abre-se uma cavidade no bolo, retirando massa e criando espa√ßo para o lemon curd).

Numa ta√ßa, bata o a√ß√ļcar com o iogurte e as raspas de lim√£o

Junte os ovos e bata bem.

Adicione o azeite e mexa bem.

Peneire a farinha e o fermento para a taça e envolva com cuidado.

Verta para a forma e deixe cozer cerca de 40 minutos ou até um palito sair limpo.

Retire, deixe arrefecer um pouco e desenforme.

 

Fa√ßa a calda, misturando o a√ß√ļcar com o sumo de lim√£o e a √°gua e levando ao lume uns 5 minutos, at√© engrossar um pouco.

Pique o bolo j√° frio e regue com a calda quente. Deixe arrefecer.

Entretanto, prepare o merengue sui√ßo: na ta√ßa da batedeira junte as claras e o a√ß√ļcar e leve ao lume em banho-maria (a ta√ßa das claras n√£o deve tocar na √°gua da panela). V√° mexendo sempre at√© o a√ß√ļcar se ter dissolvido e a mistura estar quente ao toque.

Leve a taça para a batedeira e comece a bater, primeiro numa velocidade baixa e depois em velocidade média alta, até o merengue ter quase arrefecido e ficar brilhante, uniforme e bastante firme - no total serão cerca de 7 minutos a bater.

Para decorar o bolo, espalhe uma dose generosa de lemon curd na cavidade do bolo (√© prov√°vel que lhe sobre lemon curd), fazendo escorrer pelas laterais, e espalhe por cima o merengue, dando-lhe uma forma algo r√ļstica (se preferir, pode usar bico pasteleiro, como fiz com o chocolate aqui).

Queime a gosto com o maçarico.

 

Pode fazer o bolo e regá-lo com a calda de véspera (fica ainda melhor). No dia, faça o merengue e siga os passos descritos acima.

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MAIS RECEITAS - DELICIOSAS! - COM LIMÃO:

 

 

28
Nov19

Bolo de arroz [ou um regresso √† inf√Ęncia]

Bolo de arroz

Bolo de arroz

 

√Č raro seguir uma receita de fio a pavio, sem omitir um ingrediente ou substitu√≠-lo por outro, ou sem ignorar ou acrescentar um passo. √Č mais forte do que eu ūü§∑‚Äć‚ôÄÔłŹ

 

Mesmo na rubrica #Dizmeoquelês tenho alguma dificuldade em ser 100% fiel à receita do livro. Ou porque não tenho um ou outro ingrediente em casa, ou porque há um determinado procedimento que foge aos meus hábitos culinários. Mas nestes bolos de arroz, não mudei rigorosamente nada em relação à receita da Rita Nascimento, aka La Dolce Rita.

 

Por isso, não tinha pensado em publicá-la aqui. No entanto, como foram vários os pedidos que me fizeram no Instagram para partilhar a receita, aqui está ela: a receita dos bolos de arroz. Uma receita que me recuar aos lanches no café ou na pastelaria quando era pequena (que eram um pouco raros, na verdade, e talvez por isso me tenham marcado), com a minha mãe, a minha avó Maria ou com as minhas tias. E em que éramos aconselhados a evitar os bolos com creme (acho que a minha primeira bola de Berlim ou o meu primeiro Napoleão, comi-os já praticamente adulta) e a optar por uma torrada, um bico de pato com fiambre, um croissant simples ou... um bolo de arroz!

 

[Houve também muita gente que me perguntou onde tinha comprado as forminhas de papel. Foi aqui, no Cantinho dos Paladares, e compram-se em embalagens de 12 unidades].

 

Bolo de arroz

BOLOS DE ARROZ

Receita do livro "Uma pastelaria em casa", de La Dolce Rita

Para 8-10 bolos de arroz (nestas formas)

 

150 g manteiga

180 g de a√ß√ļcar

3 ovos

150 g farinha T55 sem fermento

100 g de farinha de arroz

1 colher de chá de fermento em pó para bolos

100 ml de leite

A√ß√ļcar para polvilhar qb

 

Ligar o forno nos 180¬ļ.

Bater a manteiga amolecida com o a√ß√ļcar at√© ficar em creme (usei a batedeira el√©trica).

Juntar os ovos e incorporar bem (usei a batedeira elétrica).

Acrescentar as farinhas e o fermento e por fim, juntar o leite (usei a batedeira elétrica, numa velocidade baixa).

Verter para as formas - encher cerca de 3/4 de cada forma.

Polvilhar o topo de cada bolo com cerca de 1 colher de ch√° rasa de a√ß√ļcar (para ganhar a capa crocante - no meu caso, houve algum a√ß√ļcar que n√£o derreteu/solidificou).

Levar a cozer entre 15 a 20 minutos - fazer o teste do palito, que deve sair limpo.

 

OUTRAS RECEITAS PARA REGRESSAR √Ä INF√āNCIA:

13
Nov19

Pão de maçã [Uma receita com outono dentro]

Pão de maçã

Pão de maçã

 

Eu refilo com a chuva. Irrito-me com a mudança da hora. Desespero com a luz natural que acaba num abrir e fechar de olhos. Adio a mudança do guarda-roupa porque não gosto da roupa da época. Mas reconheço que o outono tem o seu charme.

 

O cen√°rio que nos √© dado pelas √°rvores vestidas de m√ļltiplos castanhos e dourados √© m√°gico.

E os ingredientes da época são deliciosos, fotogénicos, e reconfortantes: as castanhas, as abóboras, os diospiros, as romãs, a maçã...

 

Todos os anos, um primo oferece-me uma caixa enorme de maçãs vindas de Carrazeda de Ansiães. E são tão boas, firme e doces. Para além de comê-las ao natural - seria um pecado não fazê-lo - algumas são transformadas em doces e sobremesas. Como este 'apple bread' ou pão de maçã [na verdade é um bolo!]. Uma receita que grita outono por todos os lados e me faz reconciliar com esta altura do ano.

 

Pão de maçã

PÃO DE MAÇÃ

[rende bastante, a quantidade de bolos depende do tamanho da forma; no meu caso, consegui fazer 4 bolos relativamente pequenos]

 

4 maçãs grandes

1 ch√°vena rasa de a√ß√ļcar amarelo

2 ovos grandes

1/2 ch√°vena de azeite

3 ch√°venas rasas de farinha sem fermento

1 ch√°vena de frutos secos [nozes fica muito bem]

1 ch√°vena de uvas passas ou sultanas

1 colher de sopa de fermento em pó

1 colher de chá de bicarbonato de sódio

1 colher de chá de canela em pó

1/2 colher de ch√° de noz moscada

1 pitada de sal

 

Ch√°vena = 250 ml capacidade

 

Pr√©-aque√ßa o forno nos 180¬ļ.

Unte 2 formas de bolo inglês médias ou 4 pequenas.

Descasque as maçãs e rale-as grosseiramente num ralador (uso este ralador)

Junte o a√ß√ļcar, envolva e reserve uns 10 ou 15 minutos at√© o a√ß√ļcar dissolver e ter ganho l√≠quido.

Junte os ovos, o azeite, os frutos secos e as sultanas ou as uvas passas (se usar passas, pique-as grosseiramente)

Adicione a farinha, o fermento, o bicarbonato, a canela, o sal e a noz moscada, envolvendo sem bater.

Verta para as formas e leve a cozer cerca de 45 minutos - irá demorar menos se as formas forem pequenas ou mais alguns minutos se forem maiores. Faça o teste do palito para conferir.

 

MAIS RECEITAS DELICIOSAS E F√ĀCEIS COM MA√á√É:

 

25
Out19

Bolo de coco, manga e clementina [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #15 ]

Bolo de coco, manga e clementina

Bolo de coco, manga e clementinaBolo de coco, manga e clementina

 

O interesse e a curiosidade por uma alimenta√ß√£o √† base de vegetais s√£o cada vez mais comuns e, se d√ļvidas houvesse sobre a import√Ęncia desta tend√™ncia, bastaria olhar para as prateleiras das livrarias. Nos √ļltimos tempos, temos assistido ao lan√ßamento em catadupa de livros dedicados √† dieta vegetariana, nomeadamente ao regime 100% vegetariano ou vegan. J√° falei de alguns deles aqui [no final do post, encontram os links para esses posts], e esta semana, na rubrica "Diz-me o que l√™s, dir-te-ei o que comes", trago mais um livro "verde" acabadinho de sair do forno!

 

[Por falar em forno, mais abaixo encontram o Bolo de coco, manga e clementina, a primeira receita do livro que escolhi e testei - na vers√£o original, com laranja em vez de clementina.]

 

Bolo de coco, manga e clementina

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #15

"Cozinha Vegetariana R√°pida e Pr√°tica" - Gabriela Oliveira - ArtePlural Edi√ß√Ķes

 

De acordo com a capa do livro, Gabriela Oliveira √© a autora dos livros de receitas vegetarianas mais vendidos em Portugal, sendo este o seu 6¬ļ livro de culin√°ria em cinco anos [o que eu acho um feito incr√≠vel, devo dizer].

 

Vegetariana há mais de 20 anos, Gabriela não só tem feito um trabalho notável no desenvolvimento de receitas, como tem partilhado o seu saber e experiência em muitos workshops e showcookings, tendo aberto recentemente a Academia Vegan - um espaço de formação totalmente dedicado à cozinha 100% vegetal, em Lisboa.

 

Se costumam passar por aqui, sabem que eu n√£o sou vegan, nem sequer vegetariana. No entanto, tenho aumentado c√° em casa o n√ļmero de refei√ß√Ķes sem prote√≠na animal. E se √© certo que me custaria seguir uma dieta vegan, n√£o coloco de parte optar por um vegetarianismo que n√£o exclua os ovos e os derivados do leite.¬†

 

√Č por isso que gosto tanto de livros de cozinha vegetariana como dos que versam sobre a dieta "omn√≠vora", desde que estejam bem estruturados, bem escritos, sejam visualmente apelativos e prometam pratos deliciosos. Porque a verdade √© que eu ADORO vegetais.

 

Bolo de coco, manga e clementina

 

Se há coisa que não falta neste livro são receitas: 100 receitas no total, divididas pelos seguintes capítulos:

  • Pequeno-almo√ßo e lanche
  • Snacks e refei√ß√Ķes ligeiras
  • Sopas e Saladas Nutritivas
  • Pratos principais (na frigideira e na ca√ßarola)
  • Doces momentos

 

Nas p√°ginas iniciais do livro, para al√©m de se apresentar, Gabriela tece¬†algumas considera√ß√Ķes sobre alimenta√ß√£o e sustentabilidade e fornece informa√ß√£o sobre os diferentes tipos de vegetarianismo, ingredientes mais usados neste regime alimentar e respetivos perfis nutricionais e ainda dicas sobre prepara√ß√£o e conserva√ß√£o dos alimentos, sem esquecer um miniguia de como planear as refei√ß√Ķes e evitar o desperd√≠cio.

 

As receitas s√£o, de uma maneira geral, bastante apelativas e originais. Os "Croquetes de tremo√ßo", a "Bolonhesa de couve-flor e noz", a "Omoleta de aveia" ou o "Fricass√© de castanhas e espargos" s√£o bons exemplos. No entanto, algumas incluem produtos processados como "chouri√ßo de soja", "salsichas vegetais", "queijo vegan" ou "alheira de cogumelos" e confesso que estes produtos me fazem alguma confus√£o. Nunca os provei, h√° que referir, e por isso talvez esteja a ser preconceituosa (j√° agora, se tiverem alguma opini√£o ou feedback sobre a utiliza√ß√£o destes produtos, digam coisas nos coment√°rios ūüėČ).

 

J√° tenho v√°rias receitas salgadas do livro marcadas, para experimentar em breve, mas os bolos despertaram de forma especial a minha aten√ß√£o porque, apesar n√£o levarem ovos, manteiga ou outros ingredientes t√≠picos da pastelaria tradicional, t√™m um aspeto bastante semelhante [basta ver o bolo deste post - diriam que √© um bolo sem ovos? ūüėČ ]

 

Curiosos sobre o livro? Saibam mais na Bertrand Livreiros Online, onde até ao final do dia de hoje [25/10/2019] encontram descontos de 20% a 40% em todos os livros, incluindo nas "novidades"!

 

Agora siga para a receita deste bolo vegan [Gabriela Oliveira prefere o termo 100% vegetal] de coco, manga e clementina, que ficou aprovadíssimo à primeira.

 

Bolo de coco, manga e clementina

Bolo de coco, manga e clementina

 

BOLO DE COCO, MANGA E CLEMENTINA [VEGAN]

Ligeiramente adaptado do livro "Cozinha vegetariana r√°pida e pr√°tica"

 

1 manga pequena e madura (200 g de polpa)

2 clementinas - raspa e sumo

1 colher de sopa de sumo de lim√£o

1 ch√°vena de leite de aveia (ou outro leite vegetal)

1/3 de chávena de azeite extravirgem (ou óleo de coco derretido ou óleo de girassol)

1 ch√°vena de a√ß√ļcar mascavado (150 g)

2 ch√°venas de farinha de espelta*

1 colher de sopa de linhaça moída

1 ch√°vena de coco ralado

1 colher de sopa de fermento em pó

1/2 colher de café de bicarbonato de sódio

1 pitada de sal

Coco ralado e lascas de coco tostadas para decorar (opcional)

Molho de chocolate para servir (opcional)

 

Ligue o forno nos 180¬ļ.

Unte bem com azeite e polvilhe com farinha uma forma quadrada com cerca de 20 cm x 20 cm e forre o seu fundo com papel vegetal.

Triture a polpa da manga e coloque-a numa taça.

Junte a raspa e o sumo de clementina, o sumo de lim√£o, o leite de aveia e o azeite, e mexa com o batedor de varas.

Adicione o a√ß√ļcar, a farinha, o coco ralado, o sal, a linha√ßa, o fermento e o bicarbonato. Envolva bem e verta para a forma previamente preparada.

Leve a cozer entre 35 a 40 minutos (tenha em conta que se usar uma forma maior, o bolo vai ficar mais baixo e vai cozer mais depressa).

Desenforme, deixe arrefecer e cubra o topo com coco ralado e as lascas de coco tostadas.

Para uma experiência mais gulosa, sirva com molho de chocolate.

 

*Para uma vers√£o sem gl√ļten e de acordo com a receita original, substitua as 2 ch√°venas de farinha de espelta por 1/2 ch√°vena de farinha de aveia, 1/2 ch√°vena de farinha de milho, 1 ch√°vena de farinha de arroz integral e 1 colher de sopa de ps√≠lio em p√≥ (para ajudar a ligar).

 

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10
Out19

Bolo de pastel de nata [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #13]

Bolo de pastel de nata

Bolo de pastel de nata

 

Quem me conhece sabe, que apesar de eu cozinhar de tudo e partilhar aqui receitas diversificadas, a minha paix√£o s√£o os bolos. Por isso, quando dei conta de que a Rita Nascimento, aka La Dolce Rita, tinha lan√ßado um livro novo s√≥ com receitas de bolos, pensei logo em traz√™-lo ao #dizmeoquel√™s - esta rubrica de que gosto tanto e que s√≥ √© poss√≠vel gra√ßas a uma parceria com a Bertrand Livreiros ūüß°

 

Vieram cá só pela receita de Bolo de pastel de nata? Então façam scroll, que vão encontrá-la mais abaixo. Mas aposto que se forem gulosos como eu, vão querer saber mais sobre o livro, certo? Vamos a isso.

 

Bolo de pastel de nata

DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE_EI O QUE COMES #13

"Um bolo por semana - 52 receitas para um ano de bolos" - Rita Nascimento - ArtePlural

Este é já o quarto livro da Rita, que toda a gente conhece do seu canal de sucesso no Youtube, o "La Dolce Rita" onde, através de vídeos simpáticos e bastante elucidativos, partilha as mais variadas receitas de pastelaria.

 

Os livros da Rita são um êxito [para além deste, tenho o "Uma pastelaria em casa" e já folheei os outros dois] e percebe-se por quê: são bastante objetivos e claros, sem deixarem de ser apelativos. As fotos, por exemplo, não apresentam uma produção complexa ou composição elaborada, são sobretudo "close-ups" dos bolos e das sobremesas, mas são luminosas e deixam-nos invariavelmente de água na boca.

 

Este √ļltimo tem apenas algumas semanas de prateleira (saiu para as livrarias a 4 de outubro), mas tenho a certeza de que vai ser mais um best-seller. Um dos segredos √© a experi√™ncia da Rita, sustentada por forma√ß√£o espec√≠fica na √°rea. Munida de todo o saber te√≥rico, a Rita tem uma capacidade incr√≠vel de transformar esse conhecimento em m√©todos e formula√ß√Ķes mais simples, para que todos em casa possamos facilmente elaborar receitas supostamente complexas [a Rita n√£o sabe, mas tem aqui uma grande f√£ ‚̧ԳŹ]

 

Livro "Um bolo por semana"

 

O tom próximo, alegre e descontraído, que a Rita usa tanto nos vídeos como no livro, ajudam a compor esta fórmula de sucesso, agora espelhada numa edição dedicada apenas a essa trave mestra da pastelaria caseira: os bolos.

 

S√£o 52 receitas de bolos, para que ao longo de um ano n√£o tenhamos de repetir receitas. E para que os resultados saiam perfeitos, o livro inclui, para al√©m das receitas, informa√ß√£o sobre ingredientes, utens√≠lios e dicas a ter em conta na hora de meter a m√£o na massa [incluindo a "Palavra de boleira" da Rita: coment√°rios e sugest√Ķes relativamente a cada receita].

 

Quanto ao tipo de bolos, estes dividem-se nas seguintes categorias:

  • Bolos b√°sicos e simples
  • Bolos arom√°ticos e reconfortantes
  • Bolos gulosos e para dias de festa

 

Existe ainda um cap√≠tulo com receitas auxiliares: cremes e complementos para coberturas e recheios. Para que possam fazer as vossas combina√ß√Ķes e assim, em vez de 52 bolos, terem quantas receitas a vossa imagina√ß√£o ditar!

Livro "Um bolo por semana"

 

A par de alguns cl√°ssicos, como o 'Bundt de chocolate', o "Bolo ingl√™s", o "Bolo de claras" ou o "Bolo de anan√°s caramelizado", a Rita prop√Ķe-nos receitas originais e outras menos conhecidas, como o "Bolo de pastel de nata" que vos trago hoje (receita mais abaixo), o "Bolo tiramisu", o "Bolo tecomaleco", o "Bolo tr√™s leches" ou o "Bolo de chocolate crocante sem forno".

 

Só vos digo uma coisa: no dia em que tiverem o livro na mão, garanto-vos que vão querer fazer TODAS as receitas!  Estão em pulgas por esse momento? Saibam mais sobre o livro aqui >>> na livraria Bertrand online.

 

Resumindo:  "Um bolo por semana" é daqueles livros que não pode faltar na prateleira de alguém que adora mimar a família e os amigos com um bolo, seja de vez em quando, seja todas as semanas. O design gráfico do livro é funcional e apelativo, com boas fotografias, tiradas pela Rita. As receitas parecem ser todas acessíveis e estão bem escritas e detalhadas. O que eu mudaria? Em vez de referir o 'volume da massa' obtida em cada receita, mencionaria o tamanho mais adequado das formas a utilizar. De resto, o livro está de se devorar "página a página"!

 

Agora, sem mais demoras, a receita do delicioso Bolo de pastel de nata.

Bolo de pastel de nata

BOLO DE PASTEL DE NATA

Receita original: livro "Um bolo por semana" de Rita Nascimento

 

Para o bolo

3 ovos

100 g de a√ß√ļcar

75 g de farinha sem fermento

1/2 colher de chá de canela em pó

1 base redonda de massa folhada

A√ß√ļcar mascavado qb (e ma√ßarico) para decorar no final*

 

Para o creme pasteleiro

300 ml de leite meio-gordo

3 gemas

50 g de a√ß√ļcar

25 g de amido de milho

25 g de manteiga fria

1 pau de canela

1 pedaço grande de casca de limão

 

Para a calda

150 ml de √°gua

150 ml de a√ß√ļcar

1 pedaço grande de casca de limão

 

Comece por fazer o creme pasteleiro.

Coloque num pequeno tacho o leite, o pau de canela e a casca de lim√£o e leve ao lume.

Numa ta√ßa, junte as gemas, o a√ß√ļcar e o amido de milho e mexa bem com as varas.

Quando o leite começar a fervilhar, descarte a canela e o limão e verta-o, aos poucos, sobre o preparado anterior, mexendo bem com as varas.

Deite esta mistura no tacho e leve de novo ao lume, mexendo sempre até começar a engrossar. Continue a mexer com as varas cerca de dois minutos após já estar a engrossar e ter começado a fervilhar.

Retire do lume e incorpore a manteiga partida em pedaços. Mexa até a manteiga derreter e ficar homogéneo. Passe para uma taça limpa e tape com película aderente ("colando" esta à superfície do creme, para não entrar ar e assim evitar que ganhe uma crosta).

Deixe arrefecer um pouco e leve ao frigorífico. Ele vai endurecer no frigorífico, por isso, antes de usar, bata-o na batedeira elétrica até ficar com uma consistência cremosa e uniforme.

 

Entretanto faça o bolo.

Unte muito bem e polvilhe com farinha uma forma redonda (usei uma com 18 cm de di√Ęmetro). Forre o fundo com papel vegetal e volte a untar/enfarinhar.

Ligue o forno nos 180¬ļ.

Com a batedeira el√©trica, bata os ovos com o a√ß√ļcar durante uns 5 minutos, ou at√© a mistura ficar esbranqui√ßada e com o dobro do volume.

Peneire a farinha e junte-a, com a canela, ao preparado anterior, em duas ou tr√™s adi√ß√Ķes, envolvendo suavemente.

Verta para a forma e leve ao forno durante cerca de 20 minutos ou até um palito sair seco do centro do bolo.

Solte a massa das laterais da forma com a ajuda de uma faca e desenforme sobre uma rede forrada com papel vegetal. Deixe arrefecer completamente antes de o abrir ao meio.

N√£o desligue o forno e leve a cozer a base de massa folhada sobre papel vegetal e picada com um garfo. Deve demorar uns 20-25 minutos a ficar folhada e douradinha. Deixe arrefecer.

 

Enquanto o bolo est√° no forno, fa√ßa a calda: leve a ferver a √°gua com o a√ß√ļcar e a casca de lim√£o at√© o a√ß√ļcar estar bem derretido. Deixe ferver durante alguns segundos e est√° pronto. Deixe que arrefe√ßa.

 

Para montar o bolo:

- Coloque a forma do bolo que usou sobre a massa folhada, sem pressionar, e com uma faca corte um círculo a toda a volta; reserve o círculo e esfarele as sobras, reservando-as numa taça;

- Parta o bolo a meio e coloque a metade de baixo no prato de servir. Regue com metade da calda e espalhe uma camada de creme de pasteleiro (que deve ter sido batido com a batedeira elétrica depois de ter estado no frigorífico);

- Coloque o disco de massa folhada por cima e volte a fazer uma camada de creme pasteleiro (atenção: não usem demasiado creme nestas camadas de recheio, se não ficam sem creme para barrar todo o bolo);

- Tape com a outra metade do bolo e regue esta com a restante calda;

- Por fim, barre todo o bolo com o restante creme pasteleiro;

- Espalhe a√ß√ļcar mascavado no topo do bolo e queime com um ma√ßarico (opcional)*

- Decore as laterais com as aparas de massa folhada.

 

*A receita original fala em a√ß√ļcar em p√≥, mas comigo n√£o resultou; para conseguir o efeito "leite creme queimado", tive de usar a√ß√ļcar mascavado; o creme pasteleiro vai ganhar umas fendas, devido ao calor do ma√ßarico, mas √© normal.

 

Nota final: este bolo deve ser comido no dia em que é feito, para garantir uma massa folhada seca e crocante; em todo o caso, guardei o que sobrou no frigorífico e comeu-se bem no dia seguinte ;)

 

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07
Set19

O Lume Brando faz anos! [Um bolo e três livros para oferecer]

15¬ļ anivers√°rio do Lume Brando

Bolo de chocolate ruby com recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e natas

Livro Estava Tudo √ďtimo!

"Um blog. Tenho um blog, nem acredito. Achava que esta modernice n√£o tinha nada a ver comigo. E se calhar n√£o tem. Estive a pensar e cheguei √† conclus√£o que esta vontade s√ļbita de criar um blog √© uma esp√©cie de ‚Äúdesejo de gravidez‚ÄĚ. Como ainda nem sequer sei se √© um feij√£o ou uma ervilha, aquela coisa bonita que est√° a crescer na minha barriga, uma vozinha disse-me que o melhor era dar j√† √† luz qualquer coisa. E pronto: nasceu o lume brando, que √© como quem diz, um blog para ir cozinhando e digerindo sem grandes pressas."

 

O que acabaram de ler foi o meu primeiro post. O meu primeiro texto. Sem qualquer fotografia a acompanhar. Era o dia sete de setembro de 2004 e estava grávida pela primeira vez. Não sei muito bem por quê, mas nunca, ao longo destes 15 anos, celebrei o aniversário do blog. Ou porque quando me lembrava a data já tinha passado, ou porque, quando me lembrava a tempo, me dava uma certa preguiça e desvalorizava o facto.

 

Mas este ano apeteceu-me assinalar o momento. Quando dei início ao blog, não fazia ideia de que passado tanto tempo o projeto ainda estaria online. Na verdade, não tinha quaisquer expectativas, só queria ter um espaço onde pudesse escrever e falar sobre comida.

 

Quinze anos depois, a paix√£o pela culin√°ria¬†mant√©m-se e entretanto foi surgindo uma nova: pela fotografia de comida. Pelo meio, tive outro filho, conheci pessoas incr√≠veis com quem partilho o entusiasmo por estes temas, tornei-me redatora freelancer, provei ingredientes novos, nem tudo o que cozinhei saiu bem, fiz bolos decorados e cozinhei "para fora", escrevi e fotografei um livro de receitas, fui aluna de v√°rios workshops e dinamizei outros tantos, reuni uma consider√°vel cole√ß√£o de livros de cozinha, engordei alguns quilos ūü§™

Bolo de chocolate ruby com recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e natas

 

Apesar de quinze anos depois, o Lume Brando continuar a ser um projeto muito pessoal, a verdade √© que sem o feedback positivo de quem est√° do outro lado - voc√™s! -¬† hoje n√£o estaria aqui a celebrar o anivers√°rio do blog. Por isso, obrigada por cada visita, por cada um dos vossos coment√°rios aqui, por cada like e coment√°rio nas publica√ß√Ķes do Facebook e do Instagram, por cada mensagem a dizer que fizeram uma das minhas receitas e que gostaram, por cada dica partilhada, por cada palavra carinhosa e motivadora relativamente √†s minhas fotografias, ao longo desta d√©cada e meia.

O-B-R-I-G-A-D-A ūüíõ

 

E como n√£o h√° festa sem bolo (a receita segue mais abaixo) e sem presentes, estou a dinamizar dois passatempos: um na p√°gina do Lume Brando no Facebook e outro no Instagram, cujo pr√©mio em cada uma das plataformas √© um exemplar do meu livro "Estava tudo √≥timo!". √Č muito f√°cil participar e tentar ganhar! Mas enquanto fazia este post, resolvi oferecer um terceiro livro! Sabem a quem? √Ä primeira pessoa que aqui nos coment√°rios me disser o que est√° mal numa das imagens deste post ūüėČ [uma pista: a resposta n√£o √© um aspeto t√©cnico - n√£o √© a exposi√ß√£o exagerada ūüėÜ - mas sim uma, digamos, "incongru√™ncia"].

 

Uma vez mais, O-B-R-I-G-A-D-Aūüíõ por continuarem desse lado e terem tornado esta caminhada t√£o doce e colorida!

Bolo de chocolate ruby com recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e natas

Bolo de chocolate ruby com recheio de lemon curd e cobertura de mascarpone e natas

BOLO DE CHOCOLATE RUBY COM RECHEIO DE LEMON CURD E COBERTURA DE MASCARPONE E NATAS

[a partir da receita do bolo Yang do livro Estava tudo ótimo!]

 

4 ovos, separados

85 ml de azeite extravirgem suave

100 g de a√ß√ļcar branco

100 g de chocolate ruby picado (usei o novo da Pantagruel, mas também podem usar chocolate branco)

150 g de farinha sem fermento

1,5 colheres de chá de fermento em pó

1 colher de ch√° de extrato de baunilha

 

Para o recheio:

4 colheres de sopa de lemon curd (usei o que me tinha sobrado destas panacotas)

 

Para a calda:

3 colheres de sopa bem cheias de doce de pêssego

O mesmo peso em √°gua

 

Para a cobertura:

1 pacote de natas para bater bem frias

1 pacote de mascarpone bem frio

1 colher de sopa de a√ß√ļcar

1 colher de café de extrato de baunilha

Umas gotinhas de sumo de lim√£o

 

Ligue o forno nos 170¬ļ.

Unte muito bem uma forma alta de 14 cm de di√Ęmetro (ou duas mais baixas com este di√Ęmetro) e forre o fundo com papel vegetal, untando novamente.

Bata as gemas com o a√ß√ļcar, o azeite e a baunilha.

Junte o chocolate picado.

Bata as claras em castelo com uma pitada de sal e envolva no preparado anterior.

Por fim, junte aos poucos, sem mexer demasiado, a farinha e o fermento peneirados.

Verta para a(s) forma(s) e leve ao forno entre 30 a 45 minutos, dependendo das formas (se usar uma só, alta, vai demorar mais a cozer; fique atento e faça o teste do palito antes de retirar do forno, aquele deve sair limpo).

Passe uma faca de manteiga à volta da forma e desenforme sobre uma rede forrada com papel vegetal. Deixe arrefecer.

 

Entretanto faça a calda levando a ferver o doce de pêssego com a água. Coe e reserve.

Bata as natas e o mascarpone em chantilly com um pouco de a√ß√ļcar¬†(para mim uma colher de sopa √© mais do que suficiente) e o extrato de baunilha . Para ajudar a prender adicione a meio do processo umas gotinhas de lim√£o.

 

Para rechear e montar:

Corte o bolo em três (se fizer em duas formas, pode tentar partir cada bolo em dois e obter três camadas de recheio). Coloque a primeira camada no prato de servir, pique com um garfo e regue com um parte da calda. Recheie com o lemon curd.

Coloque a camada do meio e volte a picar/regar com a calda. Coloque uma camada de lemon curd e termine com a √ļltima camada de bolo, picando e regando.

Barre todo o bolo com uma primeira camada do chantilly de mascarpone. Leve ao frigorífico durante cerca de 25 minutos e volte a barrar, decorando ao seu gosto.

 

Nota: o ideal é fazer o bolo de véspera, fica melhor ;)

 

MAIS BOLOS DE FESTA? ESPREITEM AQUI:

31
Jul19

Tarte de Lim√£o e Manjeric√£o [a import√Ęncia do c√≠rculo crom√°tico na fotografia]

Tarte de lim√£o e manjeric√£o

Tarte de lim√£o e manjeric√£o

As aulas de Educa√ß√£o Visual j√° l√° v√£o e talvez seja a longa dist√Ęncia temporal a justifica√ß√£o para n√£o me lembrar de ter estudado o "c√≠rculo crom√°tico".

Lembro-me de aprender que o branco "não é uma cor, porque é a soma de todas as cores" e de fazer girar na aula um "disco de Newton" para, precisamente, comprovar aquela afirmação. Mas é só.

 

Agora que tenho lido mais sobre fotografia, especificamente sobre fotografia de comida, e depois de ter feito o curso online com a Kimberly do The Little Plantation, percebi que este √© um recurso muito √ļtil e amplamente utilizado pelos fot√≥grafos. E claro, fiquei mais sensibilizada para a import√Ęncia da conjuga√ß√£o das cores numa composi√ß√£o.

 

Esta roda colorida ou "círculo cromático" mostra-nos como as cores se relacionam umas com as outras, apresentando a relação entre cores primárias, secundárias e terciárias e mostrando ainda a variação de tons dentro de cada cor:

circulo cromatico.jpg

Fonte: dulux.com.au

- As cores prim√°rias s√£o o vermelho, o amarelo e o azul;

- As cores secundárias são também três, formadas a partir da combinação das primárias: o verde (amarelo e azul), o laranja (vermelho e amarelo) e o roxo ou violeta (azul e vermelho);

- As cores terci√°rias s√£o seis: o vermelho-arroxeado, o vermelho-alaranjado, o amarelo-esverdeado, o amarelo-alaranjado, o azul-arroxeado e o azul-esverdeado, ou seja, s√£o combina√ß√Ķes entre uma cor prim√°ria e uma cor secund√°ria;

- A posição das cores no círculo mostra-nos a relação entre elas: cores análogas (vizinhas no círculo) ou cores complementares (cores contrastantes que estão em lados opostos do círculo).

 

Na pr√°tica, a escolha de um ou de outro esquema de cores numa fotografia pode alterar completamente o seu mood. Um mesmo prato pode transmitir sensa√ß√Ķes completamente diferentes caso estejamos a usar uma paleta an√°loga ou complementar, tanto na pr√≥pria comida como nos fundos e nos adere√ßos.

 

Confesso que, at√© agora, a escolha das cores nas minhas fotografias respondia a um instinto, claramente ligado ao meu gosto pessoal (escolhia os fundos, os pratos, os panos e os talheres de acordo com o que eu gostava e achava que resultaria). Mas aos poucos come√ßo a planear as sess√Ķes fotogr√°ficas tendo presente a "colour wheel".

Tarte de lim√£o e manjeric√£o

As imagens deste post s√£o j√° resultado dessa abordagem. Escolhi o rosa para complementar o verde da tarte (e o verde do fundo horizontal), depois de consultar o c√≠rculo. Na verdade, n√£o sei se n√£o teria escolhido o rosa, caso n√£o tivesse olhado para o c√≠rculo antes, mas, provavelmente, teria ficado com d√ļvidas e teria demorado mais tempo a tomar a decis√£o. Assim, o "c√≠rculo crom√°tico" pode, pelo menos, tornar o processo de planeamento de um shooting mais f√°cil e r√°pido. Se gostam de fotografar a vossa comida, j√° sabem: o "c√≠rculo crom√°tico" √© um amigo a manter por perto. E se quiserem, fa√ßam como eu:¬†gravem a imagem de uma "colour wheel" na galeria do telem√≥vel, e assim t√™m esta ferramenta sempre √† m√£o ūüėČ

 

Mas chega de teoria. Vamos à receita: uma tarte de limão e manjericão deliciosa, que descobri numa edição especial da revista francesa Saveurs. Se nunca experimentaram limão e manjericão juntos numa sobremesa, este é o pretexto perfeito para não adiarem mais.

Tarte de lim√£o e manjeric√£o

TARTE DE LIMÃO E MANJERICÃO

[Adaptado da revista Saveurs]

 

Para a base:

200 g de bolacha maria

100 g de manteiga derretida

 

Para o recheio:

100 g de a√ß√ļcar

90 g de manteiga

3 ovos grandes

1 folha de gelatina

Raspa de 1/2 lim√£o

60 ml de sumo de lim√£o

1 ch√°vena bem cheia de folhas de manjeric√£o (cerca de 15-20 g)

 

Pr√©-aque√ßa o forno nos 180¬ļ.

Triture a bolacha com a manteiga e forre o fundo de uma tarteira (cerca de 24 cm de di√Ęmetro) com esta mistura, calcando bem.

Leve ao forno durante cerca de 10 minutos, para "prender".

Retire e deixe arrefecer.

Coloque a folha de gelatina a demolhar num prato fundo em √°gua fria.

Numa ta√ßa, misture 50 g de a√ß√ļcar com os ovos.

Num tachinho, leve ao lume o restante a√ß√ļcar misturado com o sumo e a raspa de lim√£o at√© levantar fervura.

Junte este preparado, em fio, à taça dos ovos, mexendo sempre com um batedor de varas.

Passe de novo para o tachinho e leve ao lume, mexendo sempre, até engrossar (como se fosse um lemon curd).

Junte a gelatina escorrida e envolva bem.

Adicione a manteiga em pedaços, deixe derreter e misture bem.

Deixe amornar e, por fim, junte o manjeric√£o bem picado.

Envolva bem e verta sobre a tarte.

Leve ao frigorífico durante umas 4 horas, no mínimo, antes de servir.

 

GOSTA DE SOBREMESAS COM LIM√ÉO? ENT√ÉO, ESPREITE ESTAS TAMB√ČM:

 

11
Jul19

Bolo denso de chocolate e doce de leite [Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes #1]

bolos_de_luxo4.jpg

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Bem-vindos ao primeiro post da nova rubrica do Lume Brando "Diz-me o que lês, dir-te-ei o que comes"! Todas as semanas, com o apoio da Bertrand Livreiros, irei apresentar um livro de cozinha e uma receita desse mesmo livro.

 

A escolha ser√° sempre um pouco aleat√≥ria, de entre os in√ļmeros livros de cozinha dispon√≠veis na livraria Bertrand online. √Äs vezes irei escolh√™-los pela capa (como foi o caso deste primeiro!), outras vezes pelo tema ou pelas fotos maravilhosas, por ser de um autor que admiro ou por ter ouvido falar muito do livro. Enfim: n√£o h√° regras, apenas a vontade enorme de folhear, cozinhar e partilhar convosco o meu feedback sobre alguns [dos imensos!] livros de culin√°ria que temos √† nossa disposi√ß√£o. Vamos a isso?

 

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DIZ-ME O QUE LÊS, DIR-TE-EI O QUE COMES #1

"Bolos de Luxo" - Frida Skattberg - ArtePlural Edi√ß√Ķes

 

Quem consegue resistir ao bolo merengado de limão na capa? Eu não! 

Mas neste livro não é só a foto de capa que é bonita. Todas as receitas surgem acompanhadas de imagem e é uma imagem cuidada, a combinar com o design gráfico do livro.

 

Os protagonistas do livro são bolos "densos", nas palavras da autora, Frida Skattberg, uma food blogger sueca com mais de 132 mil seguidores no Instagram. Em termos de sabores, o destaque vai claramente para o chocolate: à exceção de um ou dois bolos, são todos de ou com chocolate, nem que seja na decoração.

 

Apesar de, na capa, o subtítulo nos dizer "3 receitas de base - mais de 70 bolos", a verdade é que as três receitas "base" (1 bolo de chocolate branco, 1 bolo de chocolate de leite e 1 bolo de chocolate negro) só são requisitadas em 5 receitas... é um pouco estranho, porque somos levados a crer que os 70 bolos partiriam sempre de uma destas três receitas. No entanto, não me parece que isto desvalorize o livro, na verdade, ficamos com um portfólio de receitas ainda maior.

 

Outro aspeto para o qual vos queria alertar prende-se com a forma como as quantidades de alguns ingredientes secos, nomeadamente a farinha e o a√ß√ļcar, est√£o apresentadas: em dl - sim, leram bem, decilitros! Ora bem, quando comecei a ler as receitas pela primeira vez fiquei √† toa. 2,5 dl de a√ß√ļcar? Como assim? Decidi ir ao site da autora, mas este est√° apenas em sueco e mesmo traduzindo-o de forma autom√°tica, n√£o cheguei a grandes revela√ß√Ķes. Da primeira vez que experimentei esta receita, fiz uma convers√£o um pouco idiota: imaginei que se fosse √°gua, 2,5 dl seriam 250 ml ou 250 g. Apesar da rela√ß√£o peso vs volume serem diferentes, sendo √°gua ou a√ß√ļcar ou outro ingrediente, segui aquela correspond√™ncia e usei, para dar um exemplo, 250 g de a√ß√ļcar... o bolo ficou bom, mas havia algo que n√£o batia certo, at√© porque as quantidades me pareciam exageradas.

 

Fui ao google novamente. Desta vez pesquisei em ingl√™s sobre medidas suecas para pastelaria. E fez-se luz: os suecos usam como medidas umas colheres/ch√°venas que est√£o marcadas em dl (est√£o a ver este conjunto de medidores do IKEA? Por acaso estes est√£o em ml, mas as capacidades seguem a tradi√ß√£o sueca, com a maior a corresponder a 100 ml, ou seja, 1 dl). Assim, como na Su√©cia essas colheres s√£o a forma habitual de medir os ingredientes, referem as quantidades de acordo com o que a colher "marcar". Era como se nas receitas em que usamos a medi√ß√£o por ch√°venas (sistema ingl√™s e americano), em vez de dizermos 1 ch√°vena de a√ß√ļcar, diss√©ssemos 240 ml de a√ß√ļcar. Confuso, n√£o √©?

 

Muito confuso para a nossa cultura culin√°ria e na tradu√ß√£o do livro deveriam ter tido isso em conta, optando por fazer a correspondente convers√£o para gramas. Para ajudar, e no caso de terem ou quererem comprar este livro e terem ficado assustados, fica aqui uma curta tabela de convers√Ķes:

Farinha: 1 dl = 60 g

A√ß√ļcar / A√ß√ļcar em p√≥:¬†1 dl = 80 g

Cacau: 1 dl = 30 g

 

Estes s√£o os ingredientes que as receitas mais vezes pedem; para outros ingredientes que surjam, sugiro que usem como medida um recipiente que tenha a capacidade solicitada (os medidores do IKEA s√£o o ideal).

 

Depois de esclarecida, voltei a fazer o bolo com as quantidades certas. E desta vez ficou mesmo delicioso! 

 

Resumindo: é um livro guloso, repleto de receitas de bolo tentadoras e originais e fotos muito bonitas. Não são bolos para fazer todos os dias (são receitas calóricas, com ingredientes tradicionais), mas são bolos para surpreender alguém que gostamos ou para tornar ainda mais especial uma festa ou celebração.

Podem saber mais sobre o livro aqui: Bolos de Luxo, de Frida Skattberg

 

Vamos à receita?

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BOLO DENSO DE CHOCOLATE E DOCE DE LEITE

[do livro "Bolos de Luxo" - Frida Skattberg]

 

200 g de manteiga

100 g de chocolate negro

120 g de a√ß√ļcar

15 g de cacau em pó

3 ovos

150 g de farinha sem fermento

180 g de leite condensado cozido

1 colher de sopa de sal marinho (usei flor de sal qb)

 

Ligue o forno nos 180¬ļ.

Unte uma forma redonda de aro amov√≠vel com cerca de 20 cm de di√Ęmetro (usei de 22 cm e ficou bem, mas se tiver mais di√Ęmetro, o bolo ir√° ficar demasiado baixo).

Numa panela grande, leve a derreter o chocolate com a manteiga em lume brando. Mexa bem até ficar bem misturado e fluído.

Retire do lume e incorpore o a√ß√ļcar e o cacau.

Junte os ovos, um a um - a massa vai espessar, é normal.

Por fim, envolva a farinha.

Verta para a forma, alise, e espalhe o leite condensado cozido - use um palito para espalhar e fazer as cornucópias. Polvilhe com o sal (da segunda vez que fiz o bolo, omiti esta parte e apenas adicionei o sal antes de servir; aconselho: assim o sal não derrete e o bolo fica mais bonito no final)

Leve ao forno cerca de 20-25 minutos - vá espreitando. Neste bolo, não vale a pena fazer o teste do palito, pois a ideia é que saia do forno com o centro ainda pouco firme.

Deixe arrefecer e leve ao frigorífico umas três horas antes de servir.

Antes de servir, caso ainda n√£o o tenha feito, polvilhe com sal marinho grosso ou flor de sal.

 

08
Jul19

Fruta da época [receita de galette-crumble de ameixa]

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Verão tímido este. Será que o facto do tempo andar menos soalheiro e quente do que é habitual para esta altura, tem relação com a qualidade das ameixas deste ano?

 

De facto, o problema n√£o √© a quantidade. No quintal dos meus pais, as ameixoeiras [pela minha pesquisa tamb√©m se pode dizer "ameixeiras" ou "ameixieiras"] mostraram-se, nos √ļltimos dias, carregad√≠ssimas de fruta. Tanto que um dos ramos at√© se partiu, devido ao peso. Mas as ameixas s√£o pequeninas e o sabor e a textura est√£o um pouco distantes da maravilha de outras colheitas.

 

O prazer de com√™-las √† dentada fica assim um pouco comprometido, mas aqui em casa nada se perde. Em breve irei fazer doce - tenho uma receita de doce de ameixa aqui no blog - mas entretanto j√° comecei a esco√°-las atrav√©s desta tarte r√ļstica. Indecisa entre fazer uma galette - o meu tipo favorito de tarte - ou um crumble, resolvi fazer os dois!

 

Suculenta e vibrante, atinge o auge acompanhada por uma bola de gelado...

 

[Escrevo este post quando j√° n√£o tenho nem uma migalha desta coisa boa, por isso, passemos r√°pido √† receita, para poder afastar-me destas imagens ūü§™!]

galette_crumble de ameixa9_no_blue.jpg

GALETTE - CRUMBLE DE AMEIXA

 

Para a massa:

120 g de farinha de espelta integral

30 g de farinha T55 sem fermento

50 g de manteiga fria partida em pedaços

1 colher de ch√° de a√ß√ļcar amarelo

1 ovo pequeno

Leite para pincelar o rebordo antes de ir ao forno

 

Para o recheio:

800 g de ameixas

1,5 colheres de sopa de farinha

3 colheres de sopa de a√ß√ļcar amarelo - ou a gosto

 

Para o crumble:

65 g de farinha T55 sem fermento

35 g de manteiga fria

40 g de a√ß√ļcar

 

Começar por fazer a massa. Colocar todos os ingredientes numa taça grande e amassar com as pontas dos dedos até obter uma massa moldável. Formar uma bola achatada, envolver em película aderente e levar a frigorífico durante cerca de 30 minutos.

Lavar e descaro√ßar as ameixas (n√£o descasquei). As minhas eram t√£o pequenas que n√£o senti necessidade de partir em peda√ßos - quando muito parti a meio. Juntar o a√ß√ļcar e a farinha e envolver bem.

Para o crumble, colocar todos os ingredientes numa taça e misturá-los com a ponta dos dedos até obter uma areia grossa. Reservar.

Ligar o forno nos 170¬ļ.

Retirar a massa do frio, esticar sobre uma superfície enfarinhada e dar-lhe uma forma arredondada.

Transferir a base de massa para um tabuleiro de forno forrado com papel vegetal.

Espalhar a fruta pela base de massa, deixando um rebordo livre com cerca de 2,5 cm a toda a volta. Dobrar o rebordo de forma a "fechar" a galette.

Espalhar o crumble por cima da fruta e pincelar o rebordo da galette com leite.

Levar ao forno durante cerca de 1 hora/ 1hora e 10 m ou até a massa estar bem dourada e firme e a fruta a borbulhar e a largar sumo.

 

MAIS RECEITAS DE GALETTE:

 

 

19
Jun19

Curso online de fotografia de comida: o meu feedback [e um bolo delicioso]

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Se só vieram por causa da receita do bolo, é melhor fazerem scroll e apanhá-la ali em baixo. Mas se gostam de fotografia de comida tanto como eu, o que conto já a seguir talvez seja do vosso interesse ;)

 

Já aqui tinha falado, e quem me segue no Instagram tem acompanhado, que este ano decidi fazer um curso online de fotografia de comida e food styling. No final de 2018, descobri o blog The Little Plantation e comecei a seguir a sua autora, Kimberly Espinel, no Instagram e no Facebook. Apesar de eu ligar cada vez menos ao Facebook, é aqui que a Kimberly, que vive em Londres, dinamiza um grupo fechado, reunindo uma simpática comunidade à volta dos temas de food photography e food styling e de tópicos complementares, tais como dicas para crescer no Instagram, como cobrar um trabalho de fotografia, etc.

 

Gosto muito do trabalho consistente da Kimberly e da forma simp√°tica, generosa e entusi√°stica com que partilha as suas ideias e o seu conhecimento sobre esta √°rea. Quando me apercebi que ministrava cursos online, pedi mais informa√ß√Ķes e n√£o demorei muito a inscrever-me. Sei que h√° muitos outros bloggers e fot√≥grafos a disponibilizar cursos online de fotografia de comida, mas sinceramente n√£o pesquisei nem fiz comparativos. Gostei da abordagem da Kimberly, o pre√ßo pareceu-me razo√°vel, estava decidido.

 

O curso¬†est√° estruturado em 5 aulas + 1 aula opcional sobre Instagram. Os temas v√£o desde t√©cnica fotogr√°fica √† composi√ß√£o e ao food styling, passando pela teoria da cor e pela edi√ß√£o em Lightroom (foi a minha aula favorita) e o mais interessante √© que as aulas s√£o "presenciais": atrav√©s da app Zoom (tipo Skype), vemos e falamos com a Kimberly podendo ainda interagir com os outros alunos. Recebemos com anteced√™ncia o plano de cada aula, com a "teoria", e depois na aula a Kimberly fala mais detalhadamente sobre esses conte√ļdos e responde √†s nossas quest√Ķes. H√° trabalhos de casa e um trabalho maior, final, que √© discutido depois numa sess√£o individual, sendo-nos dado bastante tempo para concretizar o projeto.

 

final_assignment19.jpg

As fotos deste post fazem parte desse "final assignment". Fazer o curso foi uma decis√£o acertada, uma experi√™ncia fant√°stica, que recomendo. Obrigou-me a fotografar coisas diferentes, de √Ęngulos diferentes. Obrigou-me a praticar. Nunca foi t√£o f√°cil como hoje aprendermos o que quer que seja sozinhos. H√° artigos, v√≠deos, tutoriais... n√£o faltam recursos gr√°tis na internet para aprender a fotografar melhor,¬†mas eu adoro aprender com pessoas, gosto da intera√ß√£o direta, √© mais enriquecedor. Ficamos mais comprometidos, dedicamo-nos mais. Fosse eu rica e inscrevia-me j√° noutro curso.

 

Voltando ao trabalho final, cada aluno teve de come√ßar por apresentar um mood board (fiz o meu no Pinterest, podem v√™-lo aqui.), este devia contemplar diferentes √Ęngulos (de frente, de cima, 3/4) e imagens ao alto e ao baixo. Depois de feita a sess√£o, guiada pelo tal mood board, e editadas as fotos, selecionei as que queria apresentar √† Kimberly, enviei-as e, na j√° referida sess√£o 1-2-1, fal√°mos sobre elas, sobre as dificuldades e d√ļvidas que tive, e recebi o seu feedback sincero, que incluiu tanto elogios como v√°rias cr√≠ticas construtivas. Estas fotos ainda n√£o est√£o no n√≠vel que eu gostaria, mas se olhar para imagens minhas antigas (e n√£o √© preciso recuar muito no tempo), sinto que tenho evolu√≠do e isso deixa-me mais confiante.

 

Escolhi um bolo para "estrela" do projeto final, porque é das coisas que mais gosto de cozinhar e fotografar e é o tipo de receita que as pessoas mais associam ao Lume Brando. Um bolo de iogurte e limão, recheado e coberto com um creme de mascarpone, natas e framboesas. Espero que não só gostem das fotografias, como da receita, que partilho mais abaixo.

 

E se quiserem saber mais sobre fotografia de comida, food styling, food blogging, redes sociais, criatividade e outros t√≥picos associados, n√£o deixem de ouvir o podcast da Kimberly, chamado Eat Capture Share, j√° com duas temporadas. Eat Capture Share √© tamb√©m o nome da sua comunidade no Facebook e a hashtag #EatCaptureShare √© a que une as participa√ß√Ķes nos interessantes desafios de fotografia que costuma organizar no Instagram.

 

Vamos ao bolo?

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BOLO DE IOGURTE E LIMÃO COM COBERTURA E RECHEIO DE MASCARPONE E FRAMBOESAS

 

Para o bolo:

1 iogurte grego natural

130 g de a√ß√ļcar amarelo

3 ovos

80 g de azeite extravirgem

Raspa e sumo de 1/2 lim√£o

150 g de farinha peneirada

1 colher de sopa de fermento em pó

1 pitada de sal

 

Para a calda:

Sumo de dois lim√Ķes

A√ß√ļcar amarelo a gosto

 

Para o recheio e cobertura:

2 embalagens de queijo mascarpone (deve estar bem frio)

1 embalagem de natas (devem estar bem frias - mínimo 12 horas no frigorífico)

Coulis de framboesa qb*

Cerca de 2 colheres de sopa de a√ß√ļcar ou a gosto

Framboesas frescas  - cerca de 250 g

 

Untar bem e forrar o fundo de duas formas com 14 ou 16 cm de di√Ęmetro com papel vegetal. Voltar a untar com manteiga/polvilhar com farinha.

Ligar o forno nos 180¬ļ

Separar as gemas das claras. Bater estas em castelo, com uma pitada de sal.

Juntar √†s gemas o a√ß√ļcar e bater bem. Adicionar o iogurte, o azeite, o sumo e a raspa de lim√£o. Mexer bem. Envolver as claras em castelo e, por fim, envolver a farinha e o fermento peneirados (eu costumo peneirar diretamente para a massa do bolo, ao mesmo tempo que vou envolvendo).

Dividir pelas formas e levar ao forno durante cerca de 25-30 minutos - vigiar e fazer o teste do palito para confirmar que est√£o cozidos.

Desenformar os bolos sobre uma rede forrada com papel vegetal e deixar arrefecer.

Para preparar o creme do recheio e cobertura, bater com a batedeira el√©trica as natas, o mascarpone e o a√ß√ļcar, at√© estar bem uniforme e macio. A meio do processo, juntar um pouco de sumo de lim√£o, que ajudar√° a tornar o creme mais firme. Por fim, ir juntando umas colheres de sobremesa de coulis e continuar a bater, at√© atingir o tom de rosa pretendido e provando para ver se necessita de ado√ßar mais (eu acho que o mascarpone n√£o pede muito a√ß√ļcar, mas o ideal √© provarem e ajustarem ao vosso gosto). O coulis que sobrar, podem servir depois com o bolo.

Entretanto fazer a calda com o sumo de lim√£o e o a√ß√ļcar. Deixar borbulhar lentamente at√© atingir um ponto fraco.

Colocar um dos bolos no prato de servir, picá-lo com um palito e regar com metade da calda. Colocar uma camada de creme de mascarpone e framboesa, espalhar algumas framboesas e tapá-las com mais creme, reservando framboesas para a decoração final. Colocar o outro bolo por cima. Picar e regar com a restante calda. Cubrir o bolo com o creme e acabar de decorá-lo ao vosso gosto. O bolo fica melhor no dia seguinte, por isso, o ideal é fazê-lo de véspera e guardá-lo no frigorífico.

 

*Leve ao lume cerca de 200 g de framboesas congeladas. Deixe cozinhar bem até ficarem desfeitas e largarem todo o sumo, deixando este reduzir um pouco. Passe por um coador, descarte as grainhas e reserve o coulis, que para esta receita deve ser usado frio.

 

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Teresa Rebelo

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