08
Fev11
Maçãs ao sol.


Estas fotos foram tiradas num dos últimos dias de sol de 2010.
Encontrei-as ao remexer nos ficheiros caoticamente arquivados do Lume Brando e achei que era uma boa receita para publicar por estes dias, em que o sol de Inverno nos tem feito companhia.
A receita é da minha mãe, que a faz muitas vezes, sobretudo quando tem um lanche com as amigas vicentinas, normalmente para tratarem de assuntos ligados ao movimento de solidariedade de que fazem parte há muitos anos.
A par das rabanadas (as melhores do mundo!), é talvez o doce que mais associo à minha mãe, mais dada aos salgados. A altura em que me soube melhor, foi quando cheguei a casa depois de ter tido o meu primeiro filho e tinha uma tarte de maçã destas à minha espera. Depois de um parto complicado e de um desconsolo inexplicável nos primeiros dias de puérpera, esta coisa boa e despretensiosa comida ao pequeno-almoço, à sobremesa e ao lanche (acho que a comi praticamente sozinha) fez maravilhas.
Nós chamamos-lhe tarte, mas no fundo é mais um bolo.

Tarte de maçã da mãe
2 maçãs grandes ou 3 médias
4 ovos
125 g manteiga ou margarina amolecida
250 g açúcar + 1 colher de sopa
250 g de farinha com fermento
Sumo de 1/2 limão
Geleia para pincelar
Pré-aquecer o forno nos 180º. Descascar e fatiar as maçãs para uma travessa ou prato fundo. Juntar o sumo de limão para que não oxidem e 1 colher de sopa de açúcar, envolver bem e deixar a macerar enquanto se prepara o resto da receita.
Numa taça, bater bem o açúcar com a manteiga amolecida. Juntar os ovos inteiros, um a um, e por fim a farinha.
Verter esta massa para uma tarteira e dispor as fatias de maçã por cima. Levar ao forno até ficar bem douradinha e um palito sair seco do seu interior.
Pincelar com geleia antes de servir.