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Lume Brando

25
Jul10

Um livro, uma receita #18





O bolo de aniversário do G.
Tinha de ser de chocolate.
Cá em casa, os bolos de chocolate funcionam por 'fases'.
Agora estamos na fase deste, uma receita que vem no livro da Leonor de Sousa Bastos, mais uma das aquisições na última Feira do Livro do Porto.
É já a terceira vez que o faço e desta feita em dose dupla: cozi dois e uni-os, com recheio igual à cobertura - ganache de chocolate.
Não há muito a dizer sobre ele, a não ser que é muito fácil de fazer e muito bom.
Ainda não experimentei muitas receitas da Leonor, mas o rigor que se nota no seu trabalho e a elegância das suas sugestões, fazem adivinhar que a qualidade e o sucesso estarão sempre garantidos...


Bolo de chocolate
(receita de Leonor de Sousa Bastos)

200 g chocolate negro 52% cacau (usei Nestlé)
200 g manteiga
5 ovos
150 g açúcar
1 pitada de sal
50 g amido de milho peneirado
(usei Maizena)

Para a ganache:
200 g chocolate 52% cacau (usei Nestlé)
50 g natas (como queria maior quantidade, para rechear, desta vez usei 100 g)
50 g manteiga amolecida

Pré-aquecer o forno a 180º. Untar uma forma redonda com manteiga e forrar o fundo com papel vegetal (untei também o papel).
Derreter o chocolate com a manteiga (usei o microondas).
Bater os ovos com o açúcar e o sal.
Juntar a mistura do chocolate à mistura de ovo, adicionar o amido de milho, envolvendo com cuidado e verter para forma e levar a cozer durante 20 a 22 minutos
(depende dos fornos mas a ideia é ficar pouco cozido no centro).
Retirar do forno e deixar arrefecer na forma.

Preparar a cobertura:
Picar o chocolate ou cortá-lo em lascas muito finas e reservá-lo numa taça resistente ao calor. Levar as natas ao lume até levantarem fervura e depois juntá-las aos poucos ao chocolate, mexendo com cuidado até este estar bem derretido. Juntar a manteiga e mexer até ficar homogéneo e brilhante (eu cobri o bolo directamente no prato, mas a Leonor sugere que se desenforme o dito sobre uma grade de pastelaria, que se espalhe aí a ganache e só depois se transfira o bolo para o prato de servir).
09
Jul10

Um livro, uma receita #17

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Este livro faz parte de uma colecção muito apetitosa das editoras DK/Civilização. Comprei este e ainda os volumes dedicados à Cozinha Vegetariana e ao Chocolate na última Feira do Livro do Porto, mas há muitos outros temas interessantes. E o preço até é simpático: 10 euros na Feira, 11 euros na Fnac, onde já os vi à venda.

Não se deixem enganar pelo formato pequeno dos livros, que poderia indiciar uma obra menor: as fotos são muito actuais e inspiradoras e as receitas prometem resultar. Um detalhe curioso é que não são 200 receitas mas sim o dobro, pois para cada receita o livro sugere uma versão alternativa.

Indecisa por que salada começar, o facto de me terem oferecido beterrabas (e courgetes amarelas, e couve roxa, e alface, e pepinos, e ovos, tudo caseiro!) iluminou a escolha.

Não sou particularmente fã de beterraba e nunca tinha cozinhado esta raiz, apesar do G. adorar o seu sabor "a terra". Mas agora que experimentei, estou tentada a incluí-la mais vezes nas ementas cá de casa. Esta salada resultou muito saborosa e sumarenta, e assumiu o papel principal no nosso jantar do último domingo.

Salada de beterraba e laranja
Para 2 pessoas como refeição leve ou 4 como acompanhamento

7 beterrabas pequenas (usei 3 médias)
1 colher de chá de sementes de cominhos (usei uma mistura óptima de sementes de cominhos e pimenta à venda na escola Segredos&Cozinha)
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto (usei de sidra)
2 laranjas (usei 3)
65 g de agriões (adicionei a olho)
75 g de queijo chèvre (usei Palhais Original)


Para o molho:
1 colher de sopa de mel
1 colher de chá de mostarda com sementes
(usei mostarda normal e misturei uma colher de café de sementes de mostarda)
1 1/2 colher de sopa de vinagre de vinho branco (usei de sidra)
3 colheres de sopa de azeite
Sal e pimenta
(não adicionei mais pimenta)

Pré-aquecer o forno nos 190º. Lavar e esfregar as beterrabas, aparar as extremidades, dispô-las num tabuleiro forrado com papel vegetal, envolvendo-as no vinagre e nos cominhos.
Levar a assar durante cerca de 30 m ou até uma faca penetrar facilmente na beterraba. Deixar as beterrabas arrefecer um pouco e, usando luvas de cozinha, esfregá-las e remover-lhes a pele, partindo-as em quartos ou em fatias grossas consoante o tamanho.
Descascar as laranjas e separá-las em gomos sem pele.
Misturar os ingredientes do molho.
Dispor a laranja numa taça, juntar a beterraba e os agriões, envolver no molho e esfarelar o queijo por cima. Já está!
06
Jul10

Um livro, uma receita #16

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Este é o mais recente do Jamie e foi uma surpresa do G., que o encomendou sem eu saber. Como sempre, é um livro com fotos inspiradoras, receitas apetecíveis e comentários do autor genuínos e ternurentos.

Desta vez, Jamie aborda no mesmo volume gastronomias de seis países diferentes - Espanha, Marrocos, Suécia, França, Grécia e Itália - resultado de viagens curtas e recentes a estes destinos, realizadas propositadamente para o livro.

França é a inspiração desta primeira receita que experimentei.
Ora aqui está algo que nunca tinha feito: uma espécie de risotto no forno, que tanto serve de acompanhamento como de prato principal vegetariano.

Ficou delicioso. Mesmo. Mas atenção: leva natas, queijo, caldo... digamos que não é uma receita para fraquinhos, nem para todos os dias. Perfeita para surpreender convidados num dia especial.

Gratinado de curgete e arroz
(para 6-8 pessoas como acompanhamento)

2 colheres de sopa de banha de pato (?) ou azeite (usei azeite)
3 cebolas às rodelas finas (usei 1 grande)
180 g de arroz basmati
7 curgetes medias partidas às rodelas finas (usei 2 curgetes amarelas grandes e achei suficiente)
500 ml de caldo de galinha ou de legumes (usei de galinha)
4 colheres de sopa de crème fraîche (usei natas)
150 g de queijo Emmental ou Cheddar ralados (usei Emmental)
Sal marinho e pimenta preta acabada de moer
Azeite para untar a assadeira

Pré-aquecer o forno nos 190º.
Colocar um tacho grande em lume brando, juntar o azeite e borrifar com água.
Quando estiver quente, adicionar as cebolas e deixar cozinhar até elas ficarem bem macias, aí uns 15/20 minutos.
Passar o arroz por água
(algo que fiz pela primeira vez: nunca lavo o arroz, seja lá de que tipo for) até a água sair limpa.
Quando a cebola estiver bem cozinhada e amarelada, juntar as curgetes e o arroz ao tacho, envolver e juntar o caldo bem quente.
Aumentar o lume e cozinhar por 5 minutos, mexendo de vez em quando.
A mistura deve estar relativamente solta no líquido, se necessário juntar um pouco mais de caldo.
Retirar do lume e juntar suavemente as natas e 100 g do queijo ralado.
Temperar de sal e pimenta preta. Provar e ajustar os temperos se for necessário.
Untar com azeite uma assadeira com cerca de 25 x 32 cm e verter nela o preparado, assegurando que o arroz se espalha por todo. Tentar que a maior parte das curgetes fiquem no topo, para ficar bonito e para manter o preparado com líquido até ao fim da cozedura.
Aqui fiz batota: cortei mais curgete e coloquei as rodelinhas no topo do preparado.
Polvilhar com o restante queijo e levar ao forno cerca de 40 minutos.
Servir idealmente com carne ou peixe grelhados e uma salada.


Apesar do aspecto entre as minhas fotos e a do livro diferirem bastante - o gratinado do livro está mais sequinho e por isso com melhor aspecto - em termos de sabor acredito que tenha ficado próximo do original. Estava muito bom e fez sucesso.

Ah! Esta receita também vem na revista Good Food de Junho.
05
Jul10

Um livro, uma receita #15

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Eis o meu primeiro livro de culinária.

Devia ter aí uns 8 ou 9 anos quando me foi oferecido.
Infelizmente, não me lembro quem foi essa alma visionária.
Nessa época não sonhava sequer que viria a gostar tanto de cozinha, nem poderia imaginar que um dia existiria esta plataforma extarordinária de partilha chamada blog, mas o bichinho já cá estava.

Lembro-me de ser pequena, de andar na primária (o que me custa dizer 1º ciclo!) e ir muitas vezes com o meu pai para o escritório. Enquanto ele trabalhava a sério, eu passava à máquina receitas de cozinha dos livros da minha mãe e da minha tia que vivia connosco.

Fiquei por isso radiante quando há uns meses o descobri em casa dos meus pais e o pude trazer para lhe dar o merecido lugar na minha colecção. Afinal, este foi o primeiro dos setenta e tal livros que se acotovelam nas prateleiras (e que ainda me sabem a pouco).

Tratando-se de uma adaptação, esta versão portuguesa é de Maria de Lourdes Modesto, o que o torna ainda mais especial. E não é que as receitas continuam bem apetitosas e actuais?

Trufas de chocolate

200 g chocolate em tablete
100 g açúcar em pó
(usei 75 g)
100 g manteiga amolecida (e não derretida!)
1 gema
50 g de cacau em pó
(usei menos, aí uns 35 g)

Derreter o chocolate em banho-maria.
Numa taça, juntar a manteiga com o açúcar, amassando bem com um garfo.
Juntar a gema e por fim o chocolate, já morno.
Se o creme estiver demasiado mole para moldar bolinhas, levar ao frigorífico durante uns 15 minutos.
Moldar bolinhas com ajuda de uma colher de chá e passar pelo cacau em pó.
Colocar em forminhas de papel e levar ao frigorífico cerca de 1 hora antes de servir.
Se estiverem muitas horas no frigorífico
(se sobrarem de um dia para o outro, por exemplo), retirar do frio uma meia hora antes de servir, se não estarão muito duras.

O resultado são uns bombons macios e de sabor intenso, perfeitos para servir com o café. Inicialmente esta empreitada ia ser feita a 6 mãos, com os meus rapazes pequenos a darem uma ajuda, mas ainda bem que trocaram a cozinha por uma sessão de pista de motos. É que não achei a massa muito fácil de moldar por mãos tão pequeninas...

11
Abr10

Um livro, uma receita #14

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O título deste post também podia ser "O melhor crumble de sempre".
Pelo menos para mim e para o G. Eu adoro crumbles, mas este está no topo do top. Para além do ananás (ou abacaxi) não ser das frutas mais óbvias num crumble, o facto de ser caramelizado antes de ir ao forno dá-lhe um sabor único, com o ácido da fruta a combinar de forma estupenda com o doce do açúcar mascavado.

Quanto ao livro, foi um presente da minha prima A., que carinhosamente mo comprou na Books for Cooks, numa das suas muitas idas a Londres, por altura do Natal.
A A. é uma fervorosa seguidora do Lume Brando e das minhas aventuras culinárias e por isso não podia esperar mais tempo para colocar aqui uma receita deste livro tão especial.

Especial por ter sido um presente inesperado da A.
Especial por ter sido comprado naquela livraria mítica para quem adora cozinha e livros sobre o tema.
E especial por ser de quem é: Clarissa Dickson Wright é uma das Two Fat Ladies: a intrépida dupla de chefs inglesas que, viajando na sua moto com sidecar, nos ensinava a cozinhar pratos deliciosos de uma forma muito própria e divertida, nos seus saudosos programas de televisão, de que aliás já falei aqui.

Crumble de ananás caramelizado

1 ananás grande ou 1 abacaxi
(das duas vezes que o fiz, usei abacaxi)
25 g de manteiga (usei Vaqueiro)
110 g de açúcar mascavado claro (light brown sugar)
225 g farinha sem fermento
110 g manteiga sem sal + um pouco para colocar por cima antes de ir ao forno (usei Vaqueiro)
75 g de açúcar fino (usei normal)
Água qb

Segundo a receita de Clarissa, pode substituir-se 1/2 ananás ou abacaxi por 6 bananas às rodelas ou o equivalente em maçãs.

Pré-aquecer o forno nos 190º.
Descascar o ananás, retirar-lhe o "talo" central e partir em pedaços.
Derreter os 25 g de manteiga num tacho ou frigideira de fundo espesso, adicionar o açúcar mascavado e um pouco de água
(cerca de meio copo) e deixar ferver até formar uma calda.
Juntar o ananás aos pedaços e deixar cozinhar até este ficar brilhante e caramelizado
(de uma forma cremosa, não em ponto de rebuçado!), o que deve demorar cerca de 20 minutos em lume médio.
Transferir o ananás para um prato de forno
(juntar a camada de bananas, se for caso disso) e verter por cima toda a calda/xarope. Não se intimidem com a quantidade de líquido, coloquem tudo no pirex, mesmo que achem que é calda a mais...
Numa taça, juntar a farinha peneirada, a restante manteiga aos pedaços e o açúcar, e amassar até ficar com aspecto de migalhas grossas.
Espalhar esta mistura por cima da fruta e distribuir por cima uns pedacinhos de manteiga.
Levar ao forno cerca de 45 minutos ou até estar bem dourado, com a fruta a borbulhar.

Clarissa sugere que se sirva com custard (espécie de leite creme) ou natas espessas, mas eu comi simples e não senti grande falta do acompanhamento. É delicioso morno, frio e até no dia seguinte continua crocante :-)
08
Fev10

Um livro, uma receita #13

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Quando se tem um livro como este nas mãos, é uma autêntica tortura decidir que receita experimentar.
Todas têm um aspecto delicioso, todas soam divinalmente à medida que lemos os ingredientes que lhes dão corpo.
Mas depois de folhearmos uma, duas e três vezes, o gosto pessoal e as preferências dos que nos são próximos - e que vão servir de cobaia! - acabam por dar uma ajuda. Assim como o stock da nossa despensa, verdade seja dita.

No sábado em que fiz estas bolachas de limão e sementes de papoila, fiz também umas outras, do mesmo livro, de chocolate, coco e amêndoa.
Ambas as receitas ficaram aprovadíssmas.
As deste post revelaram-se muito estaladiças, numa tentadora combinação agridoce. As sementes de papoila* dão-lhe alguma graça e reforçam a textura crocante.

Agora, só tenho mesmo de conseguir fazer bolachas mais pequenas: mesmo depois de nos últimos tabuleiros ter tentado fazê-las mais pequenas, elas saíram enormes!

Crisps de Limão e Sementes de papoila
Martha Stewart

Dá para cerca de 30 bolachas; a medida-chávena referida equivale a 250 ml de capacidade.

1/4 de chávena de sumo de limão
240 g de manteiga sem sal
2 chávenas de farinha sem fermento
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal
1 chávena e meia de açúcar
1 ovo L
2 colheres de chá de extracto de baunilha
(usei uma colher de café de "confeitos de baunilha" - um pó açucarado muito fininho e aromático)
3 colheres e meia de chá de raspa fina de limão
1 colher de sopa de sementes de papoila + algumas para polvilhar


Pré-aquecer o forno nos 180º. Levar o sumo de limão ao fogão, lume médio, até fervilhar e reduzir o seu volume para cerca de metade. Juntar metade da manteiga (120 g) e mexer até se fundir no sumo. Reservar.
Numa taça misturar a farinha, o fermento e o sal.

Na taça da batedeira eléctrica, juntar a restante manteiga e 1 chávena de açúcar. Bater com os ganchos de amassar até ficar em creme. Juntar o ovo e a 'manteiga de limão'. Bater até ficar com uma cor esbranquiçada. Reduzir a velocidade e adicionar a baunilha e 2 colheres de chá de raspa de limão. Por fim, juntar a farinha e as sementes de papoila (nesta parte usei uma colher de pau).
Numa taça pequena, misturar a restante raspa de limão com o restante açúcar.
Fazer bolinhas de massa com cerca de 3 cm de diâmetro
(para a próxima vou fazê-las mais pequeninas, pois acabam por distender bastante no forno e ficam muito grandes).
Rolar cada bolinha na mistura de açúcar e raspa de limão (como se fosse um brigadeiro a ser passado no chocolate granulado) e colocar as bolinhas num tabuleiro anti-aderente, bem separadas entre si, pelo menos 5 cm. Para achatar as bolinhas e dar-lhes a forma de bolachas, pressioná-las com o fundo de um copo, fundo esse passado primeiro pela mistura de açúcar e limão (evita que se agarre e deixa as bordas da bolacha com aquele açúcar 'alimonado'). Polvilhá-las com as sementes.
Levar ao forno em tabuleiro anti-aderente ou forrado com papel vegetal cerca de 13 minutos ou até estarem bem douradinhas
(eu, pelo menos, gosto delas bem bronzeadas, acho que ficam mais estaladiças e saborosas).
Deixá-las arrefecer completamente no tabuleiro, preferencialmente em cima de uma rede (o arrefecimento no tabuleiro é mesmo importante: se tentarem retirá-las quentes ou mornas vão desfazer-se todas!).
Depois de arrefecidas, guardar numa caixa hermética. Desta forma, segundo o livro, conservam-se até 1 semana.


*Segundo o livro, as sementes de papoila devem ser guardadas no congelador, para evitar que fiquem "rançosas". Não sabia...
27
Jan10

Um livro, uma receita #12

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Porque nem só de grandes livros e de famosos tratados gastronómicos vive uma cozinheira amadora, hoje trago-vos uma receita muito simples e muito boa, de um livro igualmente simples e apetitoso.
Faz parte de uma colecção editada pela Impala de minilivros de culinária.
Batatas, Ovos, Massas, Bacalhau e Arroz são os outros temas desta colecção bem simpática.

Beringela com queijo

Para 4

2 beringelas pequenas
2 dentes de alho
1 cebola
0,5 dl de azeite + algum para grelhar as beringelas
3 tomates maduros
100 g de queijo gorgonzola
(desta vez usei mozzarella mas também fica muito bem com Brie ou Camembert)
Sal, pimenta e tomilho

Lavar as beringelas, cortá-las à rodelas, polvilhá-las com sal e deixá-las a escorrer num coador cerca de 20 minutos.
Picar o alho e a cebola e refogá-los no azeite. Juntar o tomate picado, sem pele nem grainhas. Temperar com sal e pimenta
(não usei pimenta) e deixar apurar.
Secar as rodelas de beringela e numa frigideira anti-aderente com um fundo de azeite, grelhar as rodelas de beringela até começarem a murchar por todo
(na receita original diz para fritar em óleo, mas achei mais saudável proceder desta maneira).
Dispor as rodelas de beringela num tabuleiro ou prato de ir ao forno. Sobre cada uma, colocar cerca de uma colher de sopa do preparado de tomate, seguido de pedacinhos de queijo. Cobrir com mais um pouco da tomatada.
Levar a gratinar e polvilhar com tomilho antes de servir.

21
Out09

Um livro, uma receita #11

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O Chocolate & Zucchini foi um dos primeiros blogs estrangeiros de culinária que conheci, não me lembro bem se antes ou depois de ter criado o meu, em 2004 (pois é, o Lume Brando já tem uns aninhos).

Basta ler um ou dois posts do C&Z para estabelecer uma forte empatia com Clotilde, a autora: textos genuínos, escrita simpática e bem-humorada num inglês mais do que perfeito para quem nasceu gaulesa, e cujo conteúdo ultrapassa em muito um simples receituário.

E também não é nada difícil sentir uma pontinha de inveja - saudável, claro - pelo seu percurso: esta francesa de 30 anos e engenheira informática de formação, largou o emprego que tinha nesta área poucos anos depois de ter criado o C&Z para dedicar-se a tempo inteiro ao blog e ao food writing. Resultado desta decisão acertada são os dois livros que já publicou. O meu é a edição inglesa do seu primeiro, igualmente disponível na versão americana e na versão francesa.

O livro, tal como o blog, é bastante apetecível: cada receita é antecedida de um texto que a enquadra, às vezes com curiosidades, outras vezes com uma história, num registo simultaneamente didáctico e emocional. E tem o atractivo extra de conter receitas inéditas que não estão online. Não sei se é o caso desta curgete com queijo de cabra e vinagre de framboesa. Mas sei que é uma entrada fantástica. Já costumava usar o vinagre de framboesa para temperar saladas que levassem queijo de cabra fresco, mas nunca tinha usado com chèvre. E nunca tinha comido curgete crua. Mas Clotilde tem toda a razão quando diz que este é um bom baptismo de curgete crua: eu e o G. ficámos fãs.

Carpaccio de curgete com vinagre de framboesa

Para 2

1 curgete média (deve ser o mais fresca possível)
1/4 de uma rodela alta e larga de chèvre
1, 5 colheres de sopa de azeite
(ou a gosto)
1 colher de sobremesa de vinagre de framboesa (ou a gosto)
2 hastes de tomilho (aproveitar as folhinhas)
Pimenta moída na hora (usei muito pouca)
Flor de sal

Depois da curgete lavada e aparadas as pontas, fatiar finamente e dispor as rodelas num prato de servir, semi-sobrepostas. Espalhar por cima "migalhinhas" de queijo. Numa taça, misturar o azeite e o vinagre e com uma colher espalhar gotas desta mistura sobre as fatias de curgete. Salpicar com flor de sal, pimenta e folhinhas de tomilho. Levar ao frigorífico uns 10/15 minutos antes de servir como entrada.

Conclusão: uma receita que cumpre a política dos três Ss: simples, saborosa e saudável.
17
Set09

Um livro, uma receita #10

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Este livro da Mafalda Pinto Leite foi-me oferecido no meu último aniversário. Já me serviu de inspiração algumas vezes, mas ainda não tinha seguido nenhuma das receitas de forma rigorosa.

Há muito que queria fazer panquecas. Crepes faço várias vezes, mas panquecas nunca tinha experimentado. Esta receita foi uma escolha acertada para primeira vez: ficaram muito boas, ainda que as minhas, de aspecto, parecessem mais crepes que panquecas.

Para a próxima vou usar uma pequena frigideira dupla própria para crepes que a minha mãe me ofereceu há já uns anos e talvez consiga que fiquem mais altas. No sábado em que fiz as panquecas esqueci-me que a tinha: é que no meio dos nestuns, dos cerelacs e das acesas disputas Panda-Baby TV, há-de sempre escapar alguma coisa.

Mesmo assim, com dois piratas madrugadores, impacientes e enérgicos em casa, o pequeno-almoço continua a ser a minha refeição preferida. E se incluir as compotas de abóbora ou pêssego feitas pela minha mãe, ainda melhor.

Panquecas

A receita diz que é para 6 a 8 pessoas. No meu caso deu para 6 panquecas não muito altas.


2 chávenas de farinha sem fermento - 250 g*
2 colheres de chá de fermento em pó
1/3 chávena de açúcar fino - 75 g* (cortei um pouco ao açúcar, terei colocado aí 50 g)
2 ovos à temperatura ambiente
1+1/2 chávena de leite à temperatura ambiente - 375 ml*
70 g de manteiga sem sal derretida

Numa taça, juntar a farinha, o fermento e o açúcar (eu acrescentei ainda uma pitada de sal). Com um batedor de varas, misturar noutra taça os ovos, o leite e a manteiga derretida. Deitar esta mistura para dentro da taça com os secos. Bater bem.

Levar ao lume uma frigideira untada com manteiga e deitar cerca de 1/4 de chávena de massa de cada vez (ou mais, para panquecas de maior diâmetro). Deixar cozinhar em lume baixo uns dois minutos de cada lado ou até ficarem douradas.

O livro sugere que se sirvam ainda quentes com uma colher de iogurte espesso, tipo grego, frutos silvestres ou da época e folhas de hortelã por cima. Na foto surgem regadas com mel. Como sou gulosa, comi-as com um pouco de compota de pêssego caseira, mas julgo que para comer com mel ou compota, o ideal é levarem apenas uma pitada de açúcar.

*Neste livro, uma chávena-medida corresponde a 250 ml de líquidos, a 125 g de farinha e a 225 g de açúcar normal ou fino.
07
Set09

Um livro, uma receita #9

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Mais um livro oferecido por alguém especial: a minha amiga F., que agora passa mais tempo em terras do tio Fidel do que cá e se tem especializado na 'cozinha criativa de baixos recursos', uma vez que em Cuba não há a variedade nem a fartura de ingredientes a que por estes lados estamos habituados. Provavelmente, nem esta simples tarte de pêra a F. irá conseguir fazer, pois julgo que me disse que lá não há pêras. Talvez a possas substituir por algum fruto tropical, F.!

"Do mercado para a sua mesa", de Joanne Harris e Fran Warde, é um livro bonito e inspirador. A desvantagem de não apresentar fotos para todas as receitas é compensada pelos textos sobre a região francesa da Gasconha, os seus mercados e tradições culinárias.
Joanne é também autora de romances famosos como "Chocolate", "Cinco quartos de laranja" ou "Vinho Mágico.

Esta tarte, uma receita bem tradicional da cozinha francesa, que surge da adaptação das também famosas pêras Belle Hélène, serviu para usar algumas das muitas pêras que têm saído do generoso quintal paterno. Ficou boa, mas devo avisar que é um bolo seco, mesmo com as pêras no seu interior. Se for para comer à sobremesa, o melhor mesmo é seguir a sugestão das autoras e acompanhar com uma bola de gelado de baunilha e raspas de chocolate preto.

Tarte Belle Hélène

Para a massa areada doce:
60 g de manteiga + 1 pouco para untar
140 g de farinha
50 g de açúcar em pó + um pouco para polvilhar
1-2 gemas de ovos médios


Para o recheio:
3 pêras maduras (usei 4 médias)
75 g manteiga
75 g de açúcar
1 ovo
20 g de amêndoa ralada
(não usei)
75 g de farinha com fermento
1/4 de colher de chá de fermento em pó
25 g cacau
50 ml de leite


Untar com manteiga uma forma redonda de fundo amovível.
Para a massa de baixo, deitar a farinha numa tigela grande, adicionar a manteiga e ligar com as pontas dos dedos até obter a consistência esfarelada. Juntar o açúcar em pó. Bater as gemas e adicionar ao preparado, ligando com uma espátula de metal num movimento de corte até se formar uma bola de massa
(confesso que aqui tive de usar as mãos, porque a bola custou a formar-se "sozinha").
Envolver em película aderente e guardar no frigorífico durante 30 minutos.
Passado este tempo, polvilhar uma superfície com açúcar em pó, estender a massa, dar-lhe o formato redondo da base da forma e forrar esta base com a massa, pressionando com os dedos. Leve ao frio mais 30 minutos.
Entretanto, ligar o forno nos 190º.
Lavar, descascar e cortar as pêras ao meio
(eu parti em quartos) e colocá-las na forma sobre a base de massa, com a parte redonda para cima.
Misturar a manteiga e o açúcar até formar um creme. Adicionar o ovo e bater, juntando de seguida as amêndoas raladas
(saltei este ponto). Juntar a farinha, o fermento e o cacau e incorporá-los juntamente com o leite.
Deitar sobre a forma e alisar a superfície. Levar ao forno durante 30 minutos, cobrir com alumínio e voltar a cozer por mais 15 mintos. Polvilhar com um pouco de açúcar em pó antes de servir
(esqueci-me!).

Nota: a quantidade dos ingredientes faz uma tarte relativamente baixa e pequena; para uma tarte mais imponente, o ideal será dobrar os ingredientes (as pêras talvez não seja necessário colocar em dobro!). Pela foto do livro, parece impossível que a tarte tenha sido feita só com estas quantidades e numa forma de 25 cm de diâmetro, o tamanho recomendado.

Teresa Rebelo

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