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Lume Brando

14
Dez17

Comer o que é nosso [Bochechas de porco com cenoura e vinho do Porto]

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Aqui em casa come-se de tudo. Felizmente, não há alergias nem intolerâncias alimentares. E se muitas vezes digo que podia ser vegetariana, a verdade é que gosto demasiado da cozinha tradicional portuguesa – e do Anthony Bourdain também 😂 - para abandonar a proteína animal.

 

Assim, e ainda que o porco não seja o tipo de carne mais habitual cá em casa, de vez em quando rendo-me a uns suculentos rojões, a umas costelinhas ou às minhas almôndegas de salsicha fresca.

 

Para mim, tão ou mais importante do que o tipo de carne, é a origem desta e, por isso, tento comprar apenas carne portuguesa, de produção sustentável e certificada. Como é o caso da carne de porco com o selo “porco.pt”, uma iniciativa da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores (FPAS), para distinguir a melhor carne de porco nacional.

 

Para que os produtores possam exibir este selo de qualidade, devem cumprir várias regras, nomeadamente a criação dos animais em condições de bem-estar e alimentados à base de cereais, entre outras especificações homologadas pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

 

Desafiada pela FPAS a cozinhar um prato cujo ingrediente principal fosse carne com selo “porco.pt”, trago-vos umas bochechas de porco. Apesar de não serem das partes do porco mais óbvias, as bochechas são extremamente saborosas e têm uma textura incrível, depois de cozinhadas lentamente. Sim, há dois requisitos essenciais para que fiquem perfeitas: temperá-las com antecedência e cozinhá-las - ao lume ou no forno - a temperatura baixa ou moderada, no mínimo durante duas horas. O resultado final é delicioso, compensando cada minuto de espera e paciência.

 

Mas antes de passarmos à receita, uma curiosidade:  sabiam que, de acordo com um estudo da FPAS, 52% dos portugueses desconhece a origem da carne que consome? Agora, em relação ao porco, não há que enganar: procurem o selo “porco.pt” no vosso talho ou supermercado, para garantir que compram uma carne de qualidade superior, saborosa e 100% “nossa”.

 

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BOCHECHAS DE PORCO COM CENOURA E VINHO DO PORTO

Para 4/ 5 pessoas

 

1 kg de bochechas de porco

2 cebolas

2 cenouras

4 dentes de alho

2 folhas de louro

150 ml  de vinho do Porto

100 ml de vinho branco

Pimentão doce fumado em pó qb

Pimenta preta qb

Sal qb

Azeite qb

 

De véspera, tempere as bochechas com sal, pimenta preta, pimentão doce, louro, vinho branco e vinho do Porto e um bom fio de azeite. Junte ainda as cebolas partidas em meias-luas, o alho laminado e as rodelas de cenoura. Envolva bem, tape com película e guarde no frigorífico até ao dia seguinte.

Ligue o forno nos 150º. Aqueça um fio de azeite num tacho com tampa que possa ir ao forno. Retire as bochechas da marinada e aloure-as no azeite, até corarem e ficarem "seladas". Verta sobre as bochechas a marinada, envolva bem, tape e leve ao forno entre duas horas a duas horas e meia. De vez em quando, destape e veja a quantidade de líquido, se achar que está a ficar seco, junte um pouco de água. No final, se achar que o molho está demasiado líquido, leve o tacho ao lume, retire um pouco de molho para uma taça, acrescente a esta uma colher de café de amido de milho, desfaça bem e junte de novo ao tacho, mexendo até ficar mais espesso.

Sirva com arroz - eu servi com arroz de curcuma e passas - e uma salada ou legumes cozidos.

 

Post em parceria com a FPAS/ Selo "porco.pt"

06
Dez17

O peixe que veio do frio [Bacalhau da Islândia à moda da minha mãe]

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Já há muito que queria partilhar convosco uma das receitas de família que me são mais queridas. O “Bacalhau coberto” da minha mãe - e o nome do prato é mesmo assim, curto e simples - é uma instituição. Desde pequena que o vejo a ser servido na véspera de Natal - feito sobretudo a pensar nos mais novos, que torciam o nariz ao bacalhau cozido com todos. Mimos de mãe e de avó.

 

E se é verdade que volta e meia a minha mãe prepara esta receita, é no Natal e nos dias mais frios que esta comida de conforto nos sabe melhor. Desafiada pelo Bacalhau da Islândia a apresentar uma receita onde o fiel amigo fosse a estrela*, lembrei-me então de cozinhar o ‘Bacalhau coberto’, elogiado por todos os que já o provaram. Uma receita que tem atravessado gerações, pois a minha mãe aprendeu a fazê-la com a minha avó paterna.

 

É natural que a minha mãe lhe tenha dado o seu toque pessoal e eu, depois de apontar a receita, decidi também introduzir um ou outro detalhe, que não altera em nada a sua essência: puré, cebolada em azeite generoso, bacalhau cozido lascado, ovo cozido, puré, azeitonas. Ou seja, um empadão de bacalhau, mas que já a minha avó Luísa designava por “Bacalhau coberto”.

 

A qualidade do bacalhau é essencial para a qualidade final da receita e com o Bacalhau da Islândia, não há como não ficar um prato delicioso. Não é à toa que lhe chamam “o melhor bacalhau do mundo”. Pescado de forma sustentável nas águas geladas islandesas e salgado de acordo com o saber transmitido de geração em geração nas aldeias piscatórias desta ilha do norte da Europa, o Bacalhau da Islândia apresenta uma lasca perfeita e um sabor irrepreensível, depois de corretamente demolhado.

 

Um peixe que nos chega de um país frio e cheio de maravilhas naturais (a Islândia está no topo da minha wishlist de viagens), e que vem aquecer as nossas mesas com um mundo de possibilidades em termos de receitas. Este “Bacalhau coberto” é apenas uma das mil e uma formas de cozinhar este ingrediente nobre, e o meu desejo é que que sirva de mote para momentos felizes à volta da mesa.

 

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BACALHAU COBERTO

 

Para 5/6 pessoas

 

Para o puré:

1 kg de batatas descascadas e cortadas aos pedaços

200 g de cenoura descascada e ralada

400 ml de leite meio-gordo

Sal, pimenta preta e noz-moscada qb

1 colher de sopa bem cheia de manteiga

 

Para o recheio:

3 lombos de Bacalhau da Islândia demolhado

4 dentes de alho

2 folhas de louro

1 cebola pequena + 2 cebolas grandes

3 ovos

2 colheres de sopa de pimento vermelho em conserva

Azeite

 

Para finalizar:

1 ovo batido

1 punhado de azeitonas descaroçadas

 

Comece por fazer o puré, usando um robot de cozinha ou uma panela tradicional. Leve a cozer no leite a batata e a cenoura (esta deve ser ralada, para que fique cozida ao mesmo tempo que a batata), temperando com sal, pimenta preta e noz-moscada. Quando estiver tudo bem cozido, junte a manteiga e reduza a puré.

 

Entretanto leve a cozer os lombos de bacalhau com um dente de alho esmagado, uma cebola e uma folha de louro. Noutro tacho com água, leve a cozer três ovos – coloque na água um fio de vinagre para que depois seja mais fácil descascá-los.

 

Numa frigideira ou tacho baixo e largo, coloque um bom fundo de azeite e leve a refogar as restantes cebolas cortadas em meias-luas e os restantes dentes de alho laminados e uma folha de louro. Deixe cozinhar até a cebola estar bem macia e a ficar translúcida.

 

Pré-aqueça o forno nos 180º. Antes de começar a montar o empadão, lasque o bacalhau, eliminando peles e espinhas e descasque e parta os ovos em rodelas.

 

Pincele uma assadeira com azeite e faça uma camada com cerca de metade do puré. Regue com a maior parte da cebolada e faça uma camada com as lascas do bacalhau. Disponha por cima as rodelas de ovo cozido, espalhe tirinhas de pimento vermelho assado em conserva e salpique com mais um pouco da cebolada. Tape com o restante puré.

 

Espalhe por cima algumas azeitonas descaroçadas e pincele com ovo batido. Leve ao forno até sentir que está bem quente, a borbulhar e com uma cor dourada. Sirva com legumes cozidos.

 

Notas:

- Este é daqueles pratos práticos de forno, que pode ser preparado com antecedência e depois é só colocar no forno, sem stress ou cozinha desarrumada;

- Continuo sem cozinha (e sem casa, na verdade). Esta sessão fotográfica foi, por isso, feita em casa dos meus pais. O que, tendo em conta a receita, fez todo o sentido ;)

 

*Post em parceria com Bacalhau da Islândia

 

 

 

 

 

22
Set17

Continuamos a adorar a nossa gastronomia com Coca-Cola [e um prato vencedor]

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Já aqui vos tinha falado na iniciativa "Adoramos a nossa gastronomia com Coca-Cola", que pretende divulgar e valorizar a nossa cozinha tradicional tão rica, nomeadamente junto dos mais novos, que muitas vezes sentem o nosso património gastronómico como algo distante, perdido algures no tempo dos seus avós.

 

Este longo roteiro pelo melhor que se cozinha em cada região de Portugal, começou em junho no Algarve, e aproxima-se da região final, que será o Grande Porto, cidade que acolherá o evento final.

 

Neste post antigo do blog, protagonizado pelas Lulinhas à Algarvia, ou neste aqui, onde brilhou o Polvo à moda dos Açores, podem saber mais sobre a mecânica desta ação, que irá identificar o prato mais representativo de cada região, através do voto popular.

 

Curiosos para conhecerem os pratos vencedores até agora? Aqui vai a lista dos mais votados por região:

 

Algarve - Cataplana

Grande Lisboa -  Bife à Portuguesa

Sul Tejo Litoral - Choco Frito

Açores - Bife à regional 

Madeira - Espetada madeirense 

Norte Litoral - Leitão Assado

Centro Litoral - Bacalhau assado com batatas a murro

 

E é uma receita de bacalhau assado com batatas a murro que trago hoje. À falta de brasas, assei-o no forno. E as batatinhas a murro também têm um truque, para demorarem menos.

 

Mas antes de passarmos à receita, relembro que ainda podem votar e até ganhar prémios com a vossa participação, nos pratos das seguintes regiões: Norte Interior, Baixo Minho, Alto Minho e Grande Porto. Informem-se sobre as respetivas datas, quais os pratos a concurso, quais os restaurantes aderentes e como participar em adoramosanossagastronomia.pt

 

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BACALHAU ASSADO COM BATATINHAS A MURRO

Para 2

 

2 lombos de bacalhau demolhado

Cerca de 10 batatas pequenas para assar

1 molho de grelos ou espinafres

6 dentes de alho

2 ou 3 hastes de salsa

Sal qb

Pimenta preta qb

Azeite qb

Vinagre qb

 

Numa taça, faça uma dose generosa de molho com azeite, alguns dentes de alho picados, sal e pimenta preta acabada de moer.

Lave bem as batatas e leve-as a cozer numa panela com água a ferver temperada com sal.

Pré-aqueça o forno nos 200º.

Num pirex, coloque um fundo do molho de azeite preparado, disponha os lombos de bacalhau, regue com mais um pouco desse azeite aromatizado e leve ao forno durante cerca de 25 minutos ou até o bacalhau começar a querer lascar.

Entretanto lave e seque bem os grelos os os espinafres. Se usar espinafres salteie-os na frigideira com um fio de azeite e alho picado, temperando-os com um pouco de sal. Se usar grelos, coza-os primeiro, escorra-os bem e salteie-os da mesma forma que faria com os espinafres.

Entretanto escorra as batatas, dê-lhes um pequeno "murro", coloque-as numa assadeira e tempere-as com o molho de azeite preparado no início da receita. Junte um pouco de vinagre e salsa picada, envolva bem e leve-as ao forno até aloirarem.

Emprate todos os elementos, regue com mais um fio de azeite, se achar necessário, e sirva. 

 

Nota: quem me segue pelo facebook sabe que a minha cozinha está em obras. Tem sido uma aventura e estou em pulgas para ver o resultado final. Esta receita foi por isso confecionada e fotografada noutra cozinha (mais uma aventura!) Estejam atentos ao fb e ao Instagram do Lume Brando, onde vou dando conta de como as obras estão a correr e onde mostrarei alguns detalhes da cozinha nova ;)

 

01
Ago17

“Adoramos a nossa gastronomia” continua a percorrer Portugal [receita de Polvo assado dos Açores]

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Lembram-se de vos ter falado aqui no blogue da iniciativa “Adoramos a nossa gastronomia com Coca-Cola? Pois é, esta ação que pretende homenagear, pelo 3º ano consecutivo, o melhor da cozinha regional portuguesa, continua a decorrer a todo o vapor, rumo ao grande evento final que se irá realizar no Porto, em Novembro.

 

Ao longo destes meses, os portugueses de todas as regiões, incluindo as ilhas, estão convidados a provar o Top 3 dos pratos regionais da sua zona e votar no prato e no restaurante aderente favorito.

 

Em www.adoramosanossagastronomia.pt podem conhecer as 12 regiões, os pratos e os restaurantes a concurso por cada região, bem como as datas de dinamização da iniciativa. O objetivo é, no final, encontrar os 12 pratos regionais preferidos dos portugueses e celebrar a nossa cozinha maravilhosa.

 

O arranque foi dado no Algarve e os três pratos em jogo eram a Cataplana, o Arroz de Lingueirão e as Lulinhas à Algarvia – podem ver a minha versão das lulas, aqui.

E sabem qual foi o prato vencedor? Não, não foram as lulinhas, apesar de ser o meu preferido: foi a Cataplana!

 

Curiosos por saber os pratos que já venceram até agora? Eu digo-vos:

 

Algarve – Cataplana

Grande Lisboa - Bife à Portuguesa 

Sul Tejo Litoral - Choco frito

 

Por estes dias, vota-se nos três pratos finalistas dos Açores e resolvi fazer novamente uma aposta: por mim, voto no Polvo assado, cuja versão Lume Brando podem encontrar mais abaixo. O Polvo assado, juntamente com o Bife à Regional e os Chicharros, são os três representantes dos Açores, cujo vencedor será apurado no Jantar Regional ainda esta semana.

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Mas esta iniciativa, literalmente deliciosa, não se fica por aqui: vejam as regiões e as datas que se seguem:

 

Madeira – 7 de agosto a 3 de setembro

 

Norte Litoral – 14 de agosto a 10 de setembro

 

Centro Litoral – 21 de agosto a 17 de setembro    

 

Norte Interior – 28 de agosto a 24 de setembro

 

Sul Tejo Interior - 4 de setembro a 1 de outubro

 

Baixo Minho – 11 de setembro a 8 de outubro

 

Alto Minho – 18 de setembro a 5 de outubro

 

Grande Porto – 25 de setembro a 22 de outubro

 

 

Ah, e não se esqueçam de que, paralelamente, quem participar na ação através do voto, habilita-se a prémios e ofertas. Saibam tudo aqui!

 

E agora, a receita de Polvo assado dos Açores. Já sabem que eu tenho sempre de meter a minha colherada e é raro conseguir seguir uma receita de uma ponta à outra sem qualquer desvio. Desta vez, juntei a receita que encontram no site desta iniciativa, com a receita de polvo guisado dos Açores que Maria de Lourdes Modesto incluiu no livro “Cozinha Tradicional Portuguesa”.

 

Ficou excelente e acho que a partir de agora vou cozinhar sempre assim o polvo: cozê-lo no refogado, em vez de cozê-lo apenas com um fundo de água e uma cebola. Não só o polvo ganha sabor extra, como a calda que se gera, que podemos usar num arroz, fica mais rica.

 

Mais uma saborosa descoberta proporcionada pelo “Adoramos a nossa gastronomia com Coca-Cola!”. E a aventura vai continuar...

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POLVO ASSADO À MODA DOS AÇORES

 

1 polvo médio (cerca de 1,5 kg), limpo e arranjado

1 cebola grande

2 dentes de alho

1 folha de louro

1 colher de café cheia de colorau

3 batatas grandes

Azeite qb

Vinho tinto qb

Sal qb

 

Leve um tacho ao lume com um fundo de azeite, junte a cebola e o alho picados, e a folha de louro, e deixe amolecer. Quando a cebola estiver translúcida, junte o polvo, tape e deixe cozer.

Vai ganhar bastante líquido. O que é que eu fiz, quando o polvo estava a ficar tenro? Retirei parte dessa calda e reservei-a. Juntei ao polvo o colorau e meio copo de vinho tinto, retifiquei de sal. Deixei que fervesse e juntei as batatas partidas aos cubos, para que ficassem guisadas neste molho.

 

Assim que as batatas ficaram cozidas, retirei o polvo e as batatas para uma assadeira com um fundo de azeite. Juntei a calda à calda anteriormente reservada. Reguei o polvo e as batatas com um fio de azeite e levei a alourar ao forno, na função grill.

 

Servi com legumes, e pão torrado, como manda a tradição açoriana.

 

 

 

 

 

 

01
Jul17

Adoramos a nossa Gastronomia com Coca-Cola [e uma receita de lulas]

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Por que não aproveitar o verão para ficarmos a conhecer melhor a nossa gastronomia, tão rica e saborosa? A Coca-Cola achou que isso era uma ótima ideia e pelo 3º ano consecutivo lança uma iniciativa que vai percorrer todo o país, no sentido de serem eleitos os sabores mais representativos de cada região, bem como os melhores restaurantes a confecionar esses pratos, através da votação dos consumidores.

 

"Adoramos a nossa Gastronomia com Coca-Cola" é o mote da ação, que no final irá destacar 12 sabores e 12 restaurantes, um por cada uma das 12 regiões portuguesas a concurso, e que conta com António Vieira como Chef Embaixador.

 

O pontapé de saída foi dado na região do Algarve, e os pratos que poderão ser votados de forma a ser eleito "o sabor da região" são o Arroz de Lingueirão, a Cataplana e as Lulas à Algarvia (podem encontrar a receita da minha versão das Lulas no final do post!).

 

No site Lifecooler, parceiro da iniciativa, ou em www.adoramosanossagastronomia.pt ficam a saber tudo sobre esta grande homenagem da Coca-Cola à cozinha regional portuguesa, nomeadamente os restaurantes participantes de cada região, onde vão poder deliciar-se com estes pratos. Aqui, encontram também as datas e as formas de votação. Esta tanto pode ser por sms, no momento da degustação do(s) prato(s) num dos restaurantes a concurso, ou em www.adoramosanossagastronomia.pt. Mas atenção: para cada região há datas específicas de participação/votação. Como já referi, a primeira região – Algarve - já está em fase de votação. A última região a entrar na corrida é o Porto, de 2 a 22 de outubro:

 

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Para além de ser uma oportunidade especial para se provar os pratos emblemáticos de cada região, este concurso tem ainda prémios para os participantes! Aos primeiros três consumidores que votarem através de sms em cada dia de ativação, a Coca-Cola oferece a Coca-Cola com que o consumidor acompanhou a sua refeição. E quem, para além da votação por sms, votar também em www.adoramosanossagastronomia.pt , recebe um código com 10% de desconto em produtos Lifecooler. Já todos os que votarem através do site ficarão habilitados não só ao sorteio de cinco convites-duplos para um jantar de degustação dos sabores da sua região, confecionado pelo Chef António Vieira, como a um sorteio de cinco vouchers, no valor de €30 cada, para usar em compras no site Lifecooler.

 

Agora, é só procurarem as datas e os restaurantes participantes e partirem à (re)descoberta dos sabores da vossa terra - e de outras regiões também, por que não? Estou certa de que vai ser uma aventura deliciosa, a fechar com chave de ouro: com o Festival "Adoramos a nossa Gastronomia com Coca-Cola", a realizar no Porto em Novembro!

 

Para vos abrir o apetite e deixar-vos com vontade de saber mais sobre esta iniciativa, bem como de provar as especialidades regionais portuguesas, resolvi cozinhar umas Lulas à Algarvia. Como encontrei diversas receitas, todas com algumas variantes entre si, resolvi fazer um mix e aqui está a minha versão. Bom apetite! E tchim-tchim... com Coca-Cola!

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LULINHAS À ALGARVIA - A MINHA VERSÃO

Para 3/4 pessoas como prato principal ou 6 pessoas como petisco

 

1,4 kg de lulas pequenas limpas

1 cebola pequena

2 dentes de alho

2 folhas de louro

6 rodelinhas de chouriço

1/2 copo de vinho branco

Azeite qb

Pimentão doce qb

Piri-piri qb

Sal qb

Salsa picada qb

Rodelas ou quartos de limão para servir

 

Leve a cozer as lulas em água temperada com sal, uma folha de louro e a cebola.

Quando estiverem tenras, escorra-as (pode aproveitar a água para juntar às lulas ou até para fazer um arroz).

Numa frigideira, coloque um fio de azeite, deixe aquecer e junte os dois dentes de alho picados, a outra folha de louro e as rodelinhas de chouriço. Deixe ganhar um pouco de cor. Adicione as lulas, tempere com um pouco sal, pimentão doce e piri-piri e deixe saltear. Refresque com o vinho branco e deixe cozinhar mais um pouco. Se achar que está a ficar muito seco, pode juntar um pouco da água da cozedura. Retifique os temperos e junte salsa picada. Retire do lume, coloque no prato de servir, decore com limão e polvilhe com mais salsa picada. Sirva com batata cozida para prato principal, ou com pão saloio como petisco.

 

16
Mai17

Um livro especial [e uma tarte de amêndoa, requeijão e espinafres]

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Como já disse aqui várias vezes, o blogue trouxe-me o privilégio de conhecer muitas pessoas com quem de outra forma dificilmente me viria a cruzar. Uma dessas pessoas inspiradoras e cheias de talento é a Maria João Clavel, autora do blogue Clavel's Cook. A nossa amizade e o meu reconhecimento pelo seu trabalho não é de agora, tem já vários anos. Desde que os nossos blogues nos aproximaram, já tivemos a oportunidade de nos encontrar em diversas ocasiões e até de trabalhar juntas, como foi o caso dos eventos solidários Uma cozinha pela Vida e as duas edições do Cozinha de Blogs (boas recordações!)

 

Nessa altura, o blogue ainda era para a Maria João um hobby, mas já se percebia bem a sua paixão pela cozinha, a sua capacidade empreendedora e o seu talento para a fotografia. A sua evolução consistente e o sucesso que tem alcançado só pode surpreender quem não a conhece - após ter deixado de dar aulas, dedica-se de corpo e alma à sua escola de cozinha e agência de comunicação na área da culinária, abraçando projetos com marcas nacionais de referência, a Clavel's Kitchen.

 

No meio de tanta coisa boa que tem feito, tinha de haver um livro. E é desse livro apetitoso - "12 Ingredientes, 60 Receitas para Toda a Famíla", lançado em abril passado - que tirei a receita que vos trago hoje. Uma tarte de amêndoa, espinafres e ricota (que substituí por requeijão de cabra) leve e saborosa, com uma massa integral caseira que ficou aprovadíssima. Acompanhada de uma salada e de um molho de tomate caseiro (que não aparece nas fotografias), serviu de jantar cá em casa um destes dias.

 

Mas confesso que foi difícil escolher uma receita do livro, pois apetece fazer todas. Para a próxima, talvez vá para uma receita doce. Os bombons de amêndoa e chocolate, os cupcakes de abóboa e canela ou para o original bolo de ervilha, que o Célio do Sweet Gula experimentou e diz ter ficar delicioso. Bem, acho que vou é folhear o livro outra vez...

 

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TARTE INTEGRAL DE AMÊNDOA COM REQUEIJÃO E ESPINAFRES

(Ligeiramente adaptado do livro "12 Ingredientes, 60 Receitas para Toda a Família")

 

Para a massa

150 g de farinha de trigo

150 g de farinha de trigo integral

70 ml de azeite

140 ml de água

1/2 colher de chá de sal

1 colher de chá de sementes de sésamo

 

Para o recheio e cobertura

250 g de requeijão de cabra

230 g de espinafres

1 dente de alho picado

120 g de amêndoa laminada

Sal qb

Pimenta preta qb

Azeite virgem extra qb

Ovo para pincelar

Alecrim para decorar

 

Comece por fazer a massa.

Coloque todos os ingredientes numa taça e amasse até estar bem ligado e obter uma massa homogénea.

Envolva em película aderente e leve ao frigorífico durante cerca de uma hora.

Entretanto aqueça o forno nos 180º.

Salteie os espinafres num fio de azeite só até murcharem.

Desfaça o requeijão, temperando-o com um fio de azeite, um pouco de sal, pimenta preta e o alho picado. Misture bem.

Retire a massa do frio, estique bem a massa numa superfície enfarinhada e forre uma tarteira. Se quiser, faça uma decoração com massa à volta da tarte (eu bem tentei imitar o entrançado da receita original, mas ficou muito tosco 😂).

Pincele toda a massa com o ovo batido e leve ao forno durante cerca de 10 minutos para 'impermeabilizá-la.

Retire do forno, espalhe os espinafres e por cima o requeijão.

Espalhe a amêndoa laminada e leve ao forno durante cerca de 25 minutos ou até estar bem dourada, com as amêndoas bem tostadinhas.

Acompanhe com uma salada de verdes e regue com um fio de azeite antes de servir. Ou então faça como eu: acompanhe igualmente com salada, mas com o bónus de um espesso molho de tomate caseiro: delicioso!

 

Nota: como estiquei a massa muito fina e usei uma forma não muito grande, sobrou-me massa, que usei depois como base de pizza.

 

08
Mar17

Contra a preguiça, cozinhar, cozinhar [Cuscuz de milho com bacon, cenoura e ervilhas]

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Gosto muito de cozinhar. Uma afirmação um tanto palerma, tendo em conta que tenho um blogue de cozinha e até já escrevi um livro de receitas. No entanto, achei que esta ressalva era importante para me defender do que vou confessar a seguir:  há dias em que não me apetece nada cozinhar. Ou porque não estou inspirada, ou porque precisava do tempo passado na cozinha para fazer outras coisas, ou simplesmente porque não. Será que sou a única que tanto consegue ter uma paixão desmesurada pelas receitas e por lhes dar forma, como ter dias em que o que o que queria mesmo era ter um marido com jeito e disponibilidade para a cozinha?

 

Como, pelo menos por agora, não imagino esse desejo cíclico a concretizar-se, resta-me contrariar a preguiça e tentar pôr comida na mesa. Para todos, ao jantar. Para mim, ao almoço, sempre que não tenho sobras da véspera - o que, para mal dos meus pecados, acontece cada vez mais, devido ao apetite faraónico dos meus pré-adolescentes (dizem que vai piorar, socorro!).

 

Esta salada de cuscuz, feita de improviso com o que havia no frigorifico, foi um dos meus mais recentes almoços e achei-a tão fotogénica que decidi fotografá-la e partilhá-la.

 

Sou fã de cuscuz -  hidratos mais rápidos de preparar, só se for pão... comprado - e é o acompanhamento de vários pratos cá em casa, sobretudo de receitas com molho, como peixe estufado ou bolonhesa. Mas só recentemente é que descobri o cuscuz de milho. O sabor é discreto - os rapazes, que também já o provaram, dizem que não sentiram diferença - no entanto, em termos de textura, achei que não fica tão firme como o cuscuz de trigo. Isto porque eu nunca salteio o cuscuz depois de cozido, no entanto, no caso do cuscuz de milho, passá-lo por uma frigideira quente com um fio de azeite, depois de cozido, talvez seja uma boa ideia.

 

Outra diferença: no caso do cuscuz de milho, relativamente à quantidade de água, usa-se o dobro do peso dos grãos e é ainda mais rápido a cozer do que o de trigo! Uma vantagem para quando a vontade de ir para a cozinha é pouca ;)

 

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CUSCUZ DE MILHO COM BACON, CENOURA E ERVILHAS

Para 1 taça generosa

 

1/2 cebola roxa picada grosseiramente

2 dentes de alho

1/2 cenoura

1/2 talo de alho francês

1/2 chávena de ervilhas congeladas

2 fatias finas de bacon

80 g de cuscuz de milho (usei biológico, da Seara)

160 g de água a ferver

Azeite q.b.

Vinagre de sidra q.b.

Sal q.b.

Pimenta preta q.b.

Sumo de limão q.b. (opcional)

Amêndoa laminada q.b.

 

Num fundo de azeite salteie a cebola e um dos alhos, ambos picados. Junte o alho francês às rodelas, a cenoura em cubinhos e o bacon picado grosseiramente. Deixe amolecer tudo e refresque com um pouco de vinagre. Tempere com sal e pimenta preta e deixe cozinhar. Se vir que está a ficar seco, pode ir refrescando com água. Retifique os temperos. Não cozinhe demasiado, é bom que os legumes mantenham uma certa crocância.

Toste as amêndoas numa frigideira anti-aderente. Reserve.

Entretanto, coloque a água a ferver com um fio de azeite, sal e o outro dente de alho, esmagado. Desligue e junte o cuscuz e as ervilhas. Mexa, tape, e deixe repousar por uns 5 minutos. Após este tempo, solte os grãos com um garfo e descarte o dente de alho. Junte ao cuscuz os legumes salteados com o bacon, junte um fio de sumo de limão (opcional), envolva bem, e sirva polvilhado com as amêndoas tostadas.

 

 

 

 

11
Ago16

O meu piquenique de sonho.

















Sonho muitas vezes com um piquenique à grande e à francesa.
Cesto de vime com forro aos quadradinhos e pratos, talheres e copos (de vidro e com pé), presos com austeras mas bonitas tiras de couro; uma garrafa de tinto de Bourdéus, uma taça de uvas e cerejas frescas, uma baguete estaladiça e uma seleção de queijos luxuosos a acompanhar.

Sol, mas calor moderado, erva fofa, manta a condizer, um livro bem escolhido e um termos de café suave para uma tarde preguiçosa.
E se possível, o cesto a ser-me entregue pronto e recheado. Sim, porque mesmo quem gosta de cozinhar e preparar coisas boas como um piquenique, tem dias em que não lhe apetece fazer nada. Só mesmo estar deitado à sombra, a ler e a petiscar. Em dias quentes como os do fim de semana que passou, isto já é fazer um ror de coisas, como diria a minha avó.

Como o cenário descrito tem poucas hipóteses de se concretizar, mas os piqueniques, esses, valem mesmo a pena fazer, deixo uma receita fácil, rápida e muito prática para refeições descontraídas ao ar livre. Será que Proust ia gostar destas madalenas?

Texto e receita publicados no jornal Observador em 9/06/2915.















MADALENAS SALGADAS [BACON E ERVAS]
Para cerca de 18

2 ovos
60 g de azeite
80 g de leite
70 g de bacon
1/4 de chávena de ervas aromáticas frescas (salsa e cebolinho, por exemplo)
110 g de farinha sem fermento
10 g de fermento para bolos


Pré-aqueça o forno nos 200º
Unte com spray desmoldante - ou com manteiga, polvilhando de seguida com farinha - as formas de madalenas.
No copo da varinha mágica ou do robot de cozinha, coloque o azeite e as ervas e triture até obter uma mistura esverdeada.
Passe-a para uma taça grande, junte os ovos e o leite e bata bem.
Junte o bacon partido em pedacinhos e, por fim, envolva a farinha e o fermento, sem mexer demasiado.
Distribua pelas formas e leve a cozer durante cerca de 10 minutos.


05
Jul16

A salicórnia, um livro e uma salada fresquinha.

 

 
 





Só recentemente dei conta de que esta receita tão especial não estava no blog!

Especial porque foi criada para ser inserida num livro sobre a gastronomia da Figueira da Foz, uma publicação da Divisão da Cultura da Câmara Municipal da Figueira, cujo convite para participar me deixou muito feliz e entusiasmada.
 
Na introdução da obra, escrita por Guida Cândido, mentora do projecto e também ela blogger de cozinha, pode ler-se: "Reunidas estão as receitas que se julga serem as mais fiéis à tradição do concelho. Receitas que passaram de boca em boca; receitas que ficaram registadas em cadernos de mercearia ou em diários mais elegantes em casas de família; receitas que foram cristalizadas em edições municipais a partir da segunda metade do século passado; referências que chegam de escritos bem mais antigos e que lembram as tradições das casas figueirenses e, finalmente, as receitas que hoje é possível ouvir das pessoas mais velhas. Ou de outras mais novas que aprenderam com mães e avós, que teimam em não deixar cair no esquecimento as afamadas papas de moado, ou as caldeiradas de enguias, ou achora dos homens da faina maior." (...) "No capítulo Velhos Produtos, novas receitas, os ingredientes são os mesmos de outros tempos mas vestem-se agora de outra forma. As receitas sugeridas resultam de uma generosa colaboração da comunidade virtual. Partindo dos foodblogers, que tanto têm contribuído para despertar o gosto e a curiosidade pela culinária e gastronomia junto do público em geral ou, mais especificamente, por aqueles que vêm na mesa um lugar central nas suas vivências, apelou-se à criação ou recriação de receitas que destacassem esses ingredientes. Eis que surge um conjunto de atrativas sugestões que respeitam a identidade do produto procurando, no entanto, corresponder à cozinha dos nossos dias."
 
À cozinha do Lume Brando chegou o desafio de usar salicórnia, esse ingrediente ainda tão desconhecido entre nós, apesar das populações da Figueira da Foz (e de outras zonas junto ao mar) a conhecerem há muito. A salicórnia cresce espontâneamente em ambientes salinos e outrora era vista como erva daninha. Faz lembrar espargos verdes e por isso é muitas vezes apelidada de 'espargos do mar' ou ainda de 'sal verde', pois dada a enorme concentração de sal que apresenta, poder ser usada como substituto do sal. Este foi, precisamente, o principal uso que lhe dei nesta salada fresca e sumarenta, mesmo a calhar para dias quentes como os que temos tido.
 
Se ficou com curiosidade e vontade de usar salicórnia, poderá adquiri-la aqui ou aqui (entre outros locais, suponho).
 
O livro pode ser adquirido em vários locais da Figueira: Museu Municipal Santos Rocha, Biblioteca Municipal, Núcleo Museológico do Sal, Núcleo Museológico do Mar, Posto de Turismo e Casa do Paço. Pode ainda ser enviado pelo correio. Informações através do email: arqfoto@cm-figfoz.pt
 
 
SALADA FRIA DE GAMBAS E CITRINOS COM SALICÓRNIA
Para 2, como entrada ou refeição leve
 
12 gambas cruas e descascadas
2 laranjas
1 toranja
1 limão
3 dentes de alho
30 ml de vinho branco
Azeite qb
Pimenta preta qb
Paprika qb
3 colheres de sopa de salicórnia fresca picada*
2 chávenas de rúcula
Nozes picadas grosseiramente para servir
 
Para a maionese:
90 g de óleo de girassol
30 g de azeite
1 ovo à temp. ambiente
1 colher de café de mostarda
Pimentapreta acabada de moer qb
2 colheres de sopa de salicórnia fresca picada* + um pouco para servir
 
Regue as gambas com sumo de limão. Coloque a salicórnia num almofariz e esmague-a  de forma a extrair os sucos salgados.
Numa sertã anti-aderente, coloque um bom fio de azeite e os alhos picados. Leve ao lume e assim que começarem a estalar e a ganhar um pouco de cor,  junte as gambas, a paprika e a salicórnia,juntamente com os sucos que tenham ficado no almofariz. Deixe cozinhar um pouco e refresque com o vinho branco. Tempere com pimenta preta acabada de moer e deixe cozinhar até as gambas estarem no ponto. Prove para ver se necessita de mais salicórnia e retifique os temperos. Retire do lume, deixe arrefecer e conserve depois no frio até ao momento de montar a salada.
 
Para fazer a maionese, comece por triturar no almofariz a salicórnia. Coloque no copo da varinha mágica o ovo, o óleo, o azeite, a mostarda, a pimenta preta e a salicórnia esmagada, juntamente com os sucos que tiverem ficado no almofariz. Coloque a varinha mágica no fundo do copo e, lentamente, vá emulsionando debaixo para cima, repetindo o movimento até a maionese estar uniforme e no ponto desejado. Confirme o ponto de sal e, se achar necessário, coloque mais um poucode salicórnia ou sal marinho.
 
Antes de montar a salada, descasque a toranja e as laranjas e corte em gomos descartandoas peles. Para servir, coloque numa taça as gambas intercaladas com os gomos de laranja e toranja, e verta por cima o molho que tiver sobrado de saltear as gambas. Espalhe algumas folhas de rúcula e nozes e sirva com a maionese ao lado, salpicada com um pouco de salicórnia.
 
*Como o teor de sal da salicórnia varia ao longo da época, estas quantidades devem ser encaradas apenas como uma referência.



24
Mai16

Uma casa no campo [e umas minicalzoni para receber os amigos].






Apesar do rap não ser, de todo, o meu estilo de música favorito, gosto muito de Capicua.
Via-a recentemente ao vivo e fiquei a gostar ainda mais.
Mais do que o ritmo, atraem-me as letras.
Uma das minhas favoritas, a par de "Medo do medo", é  a "Casa no Campo".

E hoje, quando decidi partilhar esta receita, criada originalmente para o jornal Observador, lembrei-me dessa música e dessa letra. Porque as fotos foram tiradas numa casa de campo e porque eu própria sonho com uma casa assim, térrea, onde os dias "são como os demais, sem serem todos iguais."

(...)
Quero uma casa no campo como Elis Regina,
Plantar os discos,
Os livros e quem sabe uma menina,
Por mim até podem ser mais,
Um amor como os meus pais,
Os dias como os demais,
Sem serem todos iguais.

Casa no campo com a porta sempre aberta para deixar entrar amigos,
Partir à descoberta,
Ter a minha cama grande com a colcha predileta e um cão desobediente dorme em cima da coberta.
Quero uma casa completa com um pedaço de terra,
E com o espaço quero o tempo para adormecer na relva,
Longe da selva de cimento,
Eu acrescento que quero cultivar mais do que mero conhecimento,
Quero uma horta do outro lado da porta e quero a sorte de estar pronta quando a morte me colher
(...)

Capicua















MINICALZONI DE ESPELTA

Para cercade 8

Para a massa:

250 g de farinha de espelta
1 ovo M
50 g de água
40 g de azeite
1 boa pitada de sal
1 ovo batido para pincelar

Para o recheio:

250 ml de molho de tomate, de preferenciacaseiro
½ chouriço partido em cubos
½ pimento vermelho partido em cubos
1 lata pequena de milho
3 rodelas de ananás ou abacaxi
100 g de queijo flamengo, mozzarella, ou outroque derreta bem
Óregãos secos qb

Pré-aqueça o forno nos 190º.
Coloque a farinha e o sal numa taça. Junte oovo, a água e o azeite e misture tudo com as mãos. Amasse só até obter uma bolalisa e uniforme.
Enfarinhe a superfície de trabalho e váesticando pedaços de massa com o rolo (esticar toda de uma vez exige muitoespaço e muito esforço!), até ficar com uma espessura de 2 a 3 mm. Recortecírculos com cerca de 14 cm de diâmetro e coloque-os em tabuleirosanti-aderentes ou forrados com papel vegetal. Espalhe duas colheres de sopa demolho de tomate numa das metades de cada círculo (sem que o molho vá até aorebordo da massa) e distribua os ingredientes, colocando-os por cima do molho,pela mesma ordem que seguiria numa pizza convencional. Dobre cada círculo,tapando o recheio e unido os rebordos com a ajuda de um garfo. Pincele com ovobatido e leve ao forno durante cerca de 20 minutos. Pode servir de lanche ameio da tarde, ou até de refeição leve, acompanhadas de uma boa salada.

Nota: esta massa é mais de empada do que de pizza, por isso não precisa de levedar!




Teresa Rebelo

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